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Brasil

Damares retruca Figueiredo e diz que "não fica atrás de um computador"

Jornalista ironizou a senadora após ela não confirmar se vai no evento de Flávio Bolsonaro (PL) para mulheres conservadoras

28/06/2026 17:35, atualizado 28/06/2026 18:37
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Andressa Anholete/Agência Senado - Divulgação
Damares e Paulo Figueiredo

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) respondeu o jornalista Paulo Figueiredo após ele ironizar a falta de confirmação de presença da senadora no evento de Flávio Bolsonaro (PL) para mulheres conservadoras.

“Sou aquela mulher que não fica atras de um computador, mas encara as lutas e demandas em pé, olhando nos olhos dos adversários”, diz um trecho da resposta da senadora.

Contexto


Resposta de Damares

A senadora respondeu a publicação do jornalista aliado dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que ele não a conhece.

“Quando vier ao Brasil venha passar um dia aqui comigo em meu gabinete pra voce entender um pouquinho o que é batalha contra o mal de verdade, pra vc ver como se enfrenta bandidos de verdade, como é que se faz oposição a esquerda sem agredir a honra ou a moral das pessoas”, complementa Damares.

Veja a postagem:

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Após a publicação de Damares, Figueiredo respondeu de volta, afirmando que gostaria de ir ao Brasil, mas que não pode por determinação judicial.

“Não consigo ir ao Brasil porque o [ministro do STF Alexandre de] Moraes cancelou o meu passaporte há 3 anos. Sabe por que? Justamente porque, mesmo sem ter ou aspirar ter mandato, tenho lutado com todas as forças contra o regime que colocou esse presidente Bolsonaro, que você mencionou, na prisão. Não sei se você viu, porque apesar de dizer que é senadora, não vi muito a sua atuação nestes anos contra este regime”, retrucou o jornalista.

“Vi, por outro lado, bastante militância feminista e apoio a alguns projetos bastante esquisitos para nós de direita”, ironizou o bolsonarista.

Em 2023 o Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio de contas, redes sociais e passaporte do jornalista Paulo Figueiredo. Ele é acusado de disseminar discurso de ódio e antidemocrático.

Figueiredo também é investigado por coação em processo judicial. Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria atuado com Eduardo Bolsonaro para obter sanções dos Estados Unidos contra o Brasil e autoridades brasileiras.