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O Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, confirmou nesta quinta-feira (2/11) a morte cerebral de Vitor Gabriel Leite Matheus, de 3 anos, atingido por um tiro na cabeça enquanto brincava na sala de casa, em São João de Meriti, na tarde de segunda-feira (30/10).

Segundo o diretor do hospital, Joé Sestello, a família decidiu doar os órgãos do menino. Vítor é a nona criança atingida por bala perdida no Rio de Janeiro neste ano. O caso foi registrado na 64ª DP (São João de Meriti).

A criança brincava com os irmãos dentro de casa quando foi atingida. O pai ouviu um estrondo e achou que uma delas tivesse caído no chão. Mas encontrou o menino com a cabeça ensanguentada. Segundo o pai de Vitor, o pedreiro Anderson Neves de Oliveira, de 56 anos, o tiro teria entrado pelo telhado.

“Ele estava no sofá de casa, vendo TV com os irmãos mais velhos [dois gêmeos de 7 anos]. Eu havia chegado em casa, entreguei um remédio para minha mulher e tinha acabado de sentar na sala. Ouvi um estrondo, um barulho semelhante a uma explosão de bexiga, e vi o Vitor caído, sangrando”, conta o pai. “Achei que ele tivesse caído, batido a cabeça em alguma ponta do sofá e por isso estivesse ferido.”

Oliveira disse que não sabe o que pensar do episódio. “Estou com muita raiva e tristeza e sei que nunca vou descobrir o autor do disparo”, prevê Oliveira, que é pai de quatro filhos. Além de Vitor, que completaria 4 anos em 1º de janeiro, e dos dois gêmeos de 7 anos, ele tem uma filha de 1 ano e 4 meses.

Ontem, desesperado, ele havia feito um desabafo: “Peço aos bandidos que guardem as suas armas e não disparem à toa, pois a munição que vai para o alto tem que cair em algum lugar. Assim como caiu na cabeça do meu filho, a bala pode atingir outra criança ou adulto.”

 

 

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