Com habeas corpus, presidente da Amar Brasil se cala na CPMI do INSS

Após aprovar e rejeitar requerimentos na manhã desta quinta (4/12), a CPMI do INSS ouviu o presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
cpmi-inss-americo
1 de 1 cpmi-inss-americo - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Américo Monte Júnior, manteve-se calado durante oitiva na CPMI do INSS nesta quinta-feira (4/12). A entidade está na mira por supostas irregularidades ligadas a descontos indevidos.


Farra do INSS

  • A chamada “farra no INSS” veio à tona em dezembro de 2023 após séries de reportagens do Metrópoles, que mostraram o aumento explosivo das arrecadações de associações com descontos indevidos aplicados a aposentados — chegando a R$ 2 bilhões em um ano.
  • As entidades respondiam a milhares de processos por filiações fraudulentas.
  • As revelações levaram à abertura de inquérito da Polícia Federal e abasteceram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. No total, 38 reportagens do portal foram citadas pela PF na representação que deu origem à operação.

Américo não era obrigado a responder às perguntas dos parlamentares porque obteve um habeas corpus concedido pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi criticada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que classificou o benefício como “mais uma interferência do STF”.

Ao longo da oitiva, iniciada às 15h30 e finalizada às 20h20, outros parlamentares também manifestaram insatisfação com o silêncio do depoente.

Américo limitou-se a responder questões básicas sobre parentesco e posse de bens. Ele informou que seu pai é o atual presidente da associação investigada.

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmou que Américo recebeu auxílio emergencial entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, e que, em apenas quatro anos, “virou multimilionário”. Américo declarou à Receita Federal ter recebido R$ 7 milhões somente em 2024.

Requerimentos e quebra de sigilos

Durante a manhã, a CPMI rejeitou a convocação do ministro-chefe da AGU e indicado ao STF, Jorge Messias; de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula; da presidente do Palmeiras, Leila Pereira; e dos CEOs dos bancos Santander, C6 e PicPay.

Pela manhã, o colegiado também votou contra a quebra de sigilo da Zema Crédito, mas aprovou a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, assim como a do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A sessão desta quinta-feira teria como primeiro depoente Silas da Costa Vaz, secretário da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares do Brasil (Conafer). Ele, porém, apresentou um atestado de saúde, pois estaria com dengue.

Vaz havia sido convocado após relatório da CGU apontar que 97,6% dos beneficiários entrevistados afirmaram não ter autorizado os descontos realizados em seus benefícios. Quase 96% também disseram não fazer parte das associações que cobraram as mensalidades.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?