CPMI do INSS oficia Alcolumbre sobre prorrogação e dá prazo para acionar STF
Prazo para conclusão de trabalhos da CPMI do INSS se encerra no fim de março
atualizado
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A cúpula da CPMI do INSS oficiou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na última quarta-feira (26/2), para se manifestar sobre a prorrogação dos trabalhos do colegiado por mais 60 dias. O prazo atual de 180 dias encerra em 28 de março.
O ofício, protocolado na quarta-feira (25/2), é a última tentativa do presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), para dar mais tempo à CPMI por uma decisão do Congresso.
Segundo apurou o Metrópoles, o senador mineiro já avisou aliados que vai esperar uma semana para que Alcolumbre responda. Caso contrário, levará a decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A possibilidade já havia sido anunciada por Viana no início da semana, depois de Alcolumbre ignorar o pedido da CPMI.
O presidente do Senado é resistente aos trabalhos de comissões parlamentares de inquérito. O estopim foi o depoimento de Virgínia Fonseca à CPI das Bets. A “espetacularização” do Legislativo incomodou o senador amapaense.
Em mais um capítulo tumultuado, a CPMI aprovou, em uma votação polêmica, a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente da República. Líderes do governo levaram a questão a Alcolumbre e deverão apresentar um pedido formal de anulação nas próximas horas.
Viana disse que tenta se reunir com Alcolumbre há mais de um mês para tratar da prorrogação da CPMI do INSS. Sem a mudança, o colegiado deverá encerrar os trabalhos e concluir o relatório em um mês.
