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CPI apura preconceito contra crianças no Dia de São Cosme e Damião

De acordo com a comissão da Assembleia Legislativa do Rio, houve atuação de grupos “Combatentes da Idolatria” contra os menores

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Cosme e Damião (1)
1 de 1 Cosme e Damião (1) - Foto: Reprodução

Rio de Janeiro – No dia seguinte às comemorações pelo Dia de São Cosme e Damião, nesta semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Intolerância Religiosa da Assembleia Legislativa do Rio recebeu denúncias sobre uma campanha desencadeada por fanáticos religiosos contra a festa dos santos, celebrados pelo catolicismo e por religiões de matrizes africanas.

Segundo o relator da CPI, deputado Átila Nunes (MDB), em alguns bairro do Rio, crianças foram abordadas nas ruas por pessoas que tentaram convencê-las a trocarem os saquinhos de doces com imagem dos santos por saquinhos sem qualquer ilustração.

“Um absurdo sem tamanho, que precisa ser investigado. Essas pessoas alegam que ‘a idolatria é condenada por Deus e todos aqueles que as realizam atraem maldição para si e para os seus descendentes’, já que influências malignas rondam o fim do mês de setembro. Os grupos organizados de fanáticos percorrem as ruas dos subúrbios do Rio e se autodenominam Combatentes da Idolatria. Locomovem-se em automóveis abordando as crianças, dizendo-lhes que os doces que carregam continuarão ‘endemoniados’”, lamenta o deputado.

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Saquinho de doce de  Cosme e Damião
Átila Nunes, deputado do Rio
Doces de Cosme e Damião
Átila Nunes, presidente da CPI da Intolerânca Religiosa
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Átila Nunes, presidente da CPI da Intolerânca Religiosa

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Saquinho de doce de  Cosme e Damião
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Saquinho de doce de Cosme e Damião

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Átila Nunes, deputado do Rio
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Átila Nunes, deputado do Rio

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Doces de Cosme e Damião
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Doces de Cosme e Damião

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Ainda de acordo com o deputado, as testemunhas contaram que quase todos os carros têm afixados um símbolo com a palavra “fé”, envolta num escudo atravessado por uma espada. Átila salienta ainda que os grupos não usam de violência na abordagem, o que dificulta o registro na polícia.

O assédio aos pequenos, no entanto, desperta, segundo o parlamentar, temor nas crianças, que acabaram cedendo e trocando os saquinhos de doces com imagens dos santos pelos outros.

“Esses preconceituosos ignoram o Evangelho de Mateus: ‘O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem’. Na CPI, estamos atentos e apurando todos esses casos de intolerância religiosa no Estado. Precisamos de mais políticas públicas específicas para combater esse tipo de preconceito”, afirma.

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