Covid faz expectativa de vida em SP cair pela primeira vez desde 1940
Fundação Seade afirma que mortalidade durante a pandemia fez população paulista perder um ano de expectativa de vida ao nascer em 2020
atualizado
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São Paulo – A população do estado de São Paulo perdeu em 2020 um ano inteiro de expectativa de vida ao nascer por causa do impacto quantitativo das mortes da pandemia de Covid-19.
A esperança de vida ao nascer em São Paulo em 2019 era de 76,4 anos. Em 2020, caiu para 75,4 anos.
Essa é a conclusão da Fundação Seade, que analisou o número de mortes registradas no estado em 2020 pelos cartórios de registro civil até 22 de março de 2021.
Até segunda-feira (19/4), São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, acumulava 88.528 mortes desde o início da pandemia.
Para a Seade, o excesso de mortes provocadas pela Covid-19 “afetou diretamente os padrões demográficos de longevidade conquistados, resultando em retrocesso”.
Carlos Eugenio Ferreira, demógrafo da Fundação Seade, declarou em entrevista à TV Globo que é a primeira vez que a esperança de vida ao nascer cai no estado desde o início das métricas, em 1940.
“Desde 1940, a esperança de vida sempre aumentou. Houve uma fase em que aumentou pouco, entre 1980 e 2000, quando a violência se expandiu, tivemos a disseminação da Aids e aumento de acidentes de transportes. Mas isso não foi capaz de recuar o índice como ocorreu com a pandemia de Covid-19”, afirmou Ferreira.
A análise da Fundação Seade vai ao encontro da projeção feita pela pesquisadora Marcia Castro, do Departamento de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
De acordo com a pesquisa de Castro, a expectativa de vida ao nascer cairá em todo o Brasil, sendo o Distrito Federal o mais afetado. Na projeção da pesquisadora de Harvard, o DF poderá perder até 3,68 anos na expectativa de vida ao nascer pós pandemia.
















