Covid-19 deixa de ser principal causa de mortes no Brasil em outubro
Doenças cardiovasculares voltaram a ocupar o primeiro lugar na lista de causas de óbitos no Brasil. Dados foram coletados na página da Arpen
atualizado
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Outubro terminou com resultados positivos em relação à pandemia de Covid-19 no Brasil. Dados dos cartórios de registros civis apontam que, no mês passado, as mortes por Covid-19 deixaram de ser a principal causa de óbitos relacionados a doenças no país.
Os números foram divulgados no Portal da Transparência da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil). De acordo com os números disponibilizados pela organização, a principal causa de morte por doença na segunda quinzena de outubro foi septicemia.
A enfermidade gera infecções causadas, em grande parte das ocasiões, por bactérias. A doença se espalha por órgãos como pulmões, rins e bexiga.
Entre 16 e 31 de outubro deste ano, foram registrados 6.697 óbitos por septicemia nos cartórios brasileiros. Em segundo lugar na lista, aparecem as mortes por pneumonia: foram 6.358 óbitos. As mortes por Covid-19 neste período somam 3.608 registros e ocupam o sexto lugar no ranking.
Veja as principais causas de óbitos ligadas a doenças cardiovasculares no Brasil entre 16 e 31 de outubro de 2021:
- Septicemia: 6.697 registros;
- Pneumonia: 6.358 registros;
- Acidente Vascular Cerebral (AVC): 4.231 registros;
- Infarto: 4.185 registros;
- Causas cardiovasculares inespecíficas: 4.120 registros;
- Covid-19: 3.608 registros;
- Insuficiência respiratória: 3.180;
- Causa indeterminada: 299 registros;
- Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): 237.
No mesmo período de 2020, as mortes por Covid-19 superavam os óbitos por doenças cardiovasculares registradas nos cartórios brasileiros. Entre os dias 16 e 31 de outubro de 2020, foram computados 6.688 mortes causadas pelo coronavírus.
O gráfico da Arpen também conta com registros de óbitos relacionados a outras causas — que não têm ligação com doenças. Entre os dias 16 e 31 de outubro de 2021, foram registradas 19.172 mortes sem relação com enfermidades, como acidentes.
A primeira vez que o número de mortes por Covid-19 superou o de óbitos por causas externas (como acidentes) e por outras complicações cardiovasculares foi em março deste ano. Entre 1º e 31 de março, foram registrados 82.978 óbitos por Covid-19 e 43,1 mil mortes por causas não relacionadas a doenças.
Vacina e média móvel de óbitos
Dados de quinta-feira (18/11) sobre a Campanha Nacional de Imunização mostram que 69,6% dos brasileiros com 12 anos ou mais no país estão totalmente imunizados contra a Covid-19. Ou seja, já receberam duas doses ou a vacina de dose única. O número corresponde a 127.422.765 das quase 182 milhões de pessoas nesta faixa etária, com o ciclo vacinal completo.
No total, 157.474.941 de brasileiros receberam ao menos uma dose, o que corresponde a 86,1% da população com 12 anos ou mais. Já a dose de reforço foi aplicada em 13.210.455 pessoas.
Mesmo com a constante queda na média móvel de mortes diárias provocadas pela Covid-19, o país registrou um aumento na quinta-feira, quando o número foi de 274. Na comparação com o verificado há duas semanas, houve variação de 20,1%, sinalizando um crescimento na quantidade de óbitos. É a primeira vez em 55 dias que a média móvel registra aumento — a última vez havia sido em 24 de setembro.
Apesar disso, a média móvel no Brasil está abaixo de 300 mortes por 17 dias consecutivos. Nas últimas 24 horas, foram anotados 293 óbitos e 12.301 casos de infecção em todo o país. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).







