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Brasil

Corregedoria: PMs de SP traficavam drogas e alteravam cenas de homicídio

Os policiais também extorquiam dinheiro de traficantes ligados ao PCC e comemoravam o recebimento da propina com churrasco

Da Redação26/06/2020 16:59
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Reprodução/TV Globo
5º BPM de São Paulo

Policiais militares da Força Tática do 5º Batalhão, na Vila Gustavo, na Zona Norte de São Paulo, traficavam drogas apreendidas, matavam moradores de rua e adulteravam as cenas dos crimes para despistar a investigação das autoridades. Eles recebiam propina para isso. A informação é do portal Uol.

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo realizou na quinta-feira (25/06) uma operação que cercou a sede do 5º Batalhão, na Vila Gustavo, zona norte da capital paulista, para apurar denúncias contra policiais da unidade.

Mensagens trocadas pelos policiais militares em um grupo criado no aplicativo WhatsApp indicam também que os PMs extorquiam dinheiro de traficantes de drogas ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e comemoravam o recebimento da propina com churrascos realizados dentro da unidade da corporação.

Conversas mostram PMs da Força Tática negociando com um traficante o valor da propina em R$ 7.500 mensais. Na troca de mensagens, os policiais militares demonstram insatisfação com o valor cobrado e ameaçam exigir uma mesada mensal de R$ 10 mil para não coibir a venda de drogas no bairro.

Em uma das mensagens de WhatsApp, um cabo comenta com um traficante que a “biqueira” era uma mina de ouro e chegava a faturar R$ 30 mil por semana com o tráfico.

Cena do crime

A morte de pelo menos dois moradores de rua é um dos pontos centrais da investigação. As mensagens indicam que os policiais militares cometeram os homicídios, retiraram os corpos dos locais e colocaram um fuzil no novo local para indicar, falsamente, que houve um tiroteio.

Há indícios de que a fraude foi flagrada por câmeras de rua. Os policiais integrantes da Força Tática foram chamados a prestar depoimentos sobre esses casos, em dezembro do ano passado.

Após a tomada de depoimentos, um dos suspeitos xinga uma tenente da Corregedoria da PM e comenta sobre como poderia acobertar os crimes cometidos.

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