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Coronavírus: mortes registradas como “indeterminadas” crescem 39% no país

O estado do Rio de Janeiro tem números assustadores: desde o início da pandemia de Covid-19, óbitos não identificadas aumentaram 6.185%

atualizado

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Representação de coronavírus em fundo cinza
1 de 1 Representação de coronavírus em fundo cinza - Foto: Andriy Onufriyenko/GettyImages

O número de mortes identificadas como consequência de “causas indeterminadas” pelos cartórios cresceu 39% desde o início da pandemia do novo coronavírus.

De 26 de fevereiro, data em que o país registrou o primeiro caso da Covid-19, até essa quarta-feira (06/05), não foram apontadas causas para 1.813 mortes. No mesmo período de 2019, essa cifra era de 1.301 óbitos.

Apesar de parecer pequeno, o número provavelmente representa um retrato da subnotificação dos casos de coronavírus. Hoje, o país tem 9.146 mortes por Covid-19, mas a realidade deve ser pior: brasileiros podem estar morrendo sem ter uma avaliação médica necessária.

Os dados fazem parte do acervo compilado pelo portal da transparência criado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Os números são atualizados diariamente.

O estado que apresenta a situação mais preocupante é o Rio de Janeiro, que está atualmente à beira do colapso, como admitiu o próprio governador Wilson Witzel (PSC). Apesar da situação, o político informou que estuda liberar o comércio.

O número de óbitos registrado durante a pandemia como causa indeterminada é 62 vezes maior (ou seja, cerca de 6.185% a mais) que no ano passado.

Entre 26 de fevereiro e 6 de abril de 2019, o Rio de Janeiro não identificou a causa de apenas sete mortes. Neste ano, foram 440.

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Lugares públicos, como o Metrô-DF, são higienizados preventivamente contra o novo coronavírus
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Metrô faz limpeza preventiva contra o novo coronavírus durante a madrugada
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O Distrito Federal, por sua vez, acompanha a média nacional. Foram 23 mortes desse tipo desde o início da pandemia ante 15 no mesmo período de 2019, o que representa um aumento de 53%.

O consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann, explica que muitos atestados de óbito estão sendo preenchidos como “causa desconhecida”, como possível indicação da deficiência que o país vem enfrentando em testar as pessoas para a Covid-19.

“Este é certamente um fator importante para a subnotificação de casos”, avalia o infectologista, em conversa com o Metrópoles.

Além de causa indeterminada, outra notificação bastante usada que provavelmente substituiu  o registro de morte por Covid-19 é o da síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

“A síndrome pode ser causada por pneumonia, influenza e uma série de doenças respiratórias, incluindo a Covid-19″, complementa Weissmann.

Os números de óbitos registrados como SRAG também cresceu desde o início da pandemia do novo coronavírus, conforme atestado pelos cartórios.

O salto foi de 256 mortes no ano passado para 3.129 neste ano, um aumento de 1.222% (ou 12 vezes a mais). No Rio de Janeiro, o incremento foi de 3.908% (39 vezes).

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