COP30: Lula diz que é mais barato cuidar do clima do que fazer guerra

Em discurso de abertura, Lula afirmou que COP30 em Belém é uma “proeza” e que é necessário “impor uma nova derrota aos negacionistas”

atualizado

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Lula na COP30 - Metrópoles
1 de 1 Lula na COP30 - Metrópoles - Foto: Reprodução/Gov.br

Brasília e Belém — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (10/11), durante a abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), que, “se os homens que fazem guerra” estivessem no evento, perceberiam que é “muito mais barato” preservar o meio ambiente do que “fazer guerra”. Foi uma crítica indireta a países como os Estados Unidos, que não enviaram representantes para a COP.

Veja a íntegra da abertura aqui:

“Parabéns por darem a todos nós essa lição de civilidade, essa lição, diria, de grandeza humana, provando que, se os homens que fazem guerra estivessem aqui nesta COP, eles iriam perceber que é muito mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para a gente acabar com o problema climático, do que colocar US$ 2,7 trilhões para fazer guerra como fizeram no ano passado”, declarou Lula.

O presidente também afirmou que realizar a COP na Amazônia foi uma “proeza”.

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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago
Presidente da COP 30, André Corrêa Lago, e presidente da COP29, do Azerbaijão
Abertura da COP30, em Belém
Fafá de Belém na COP30
Chefe do Clima da ONU, Simon Stiell, na COP30
Lula e Janja na COP30
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Lula e Janja na COP30

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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago
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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago

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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago, e presidente da COP29, do Azerbaijão

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Abertura da COP30, em Belém

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Fafá de Belém na COP30

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Chefe do Clima da ONU, Simon Stiell, na COP30

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Apresentação indígena na COP30
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Apresentação indígena na COP30

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“Eu quero agradecer à minha equipe da Casa Civil, representada pelo Rui Costa, e ao governador Helder Barbalho a realização dessa proeza de fazer a COP no coração da Amazônia, no estado do Pará, e na cidade de Belém”, disse. “Fazer a COP aqui é um desafio tão grande quanto a gente acabar com a poluição do planeta Terra”, continuou.

O petista abriu o discurso dizendo que “a mudança do clima é uma tragédia do presente”, citando a passagem recente de tufões e furacões no Paraná, no Caribe e nas Filipinas.

“A mudança do clima já não é uma ameaça do futuro, mas uma tragédia do presente. O furacão Melissa, que fustigou o Caribe, e o tornado que atingiu o estado do Paraná, no Sul do Brasil, deixaram vítimas fatais, deixando um rastro de destruições. Das secas e enchentes na África e Europa, às enchentes da América do Sul e Sudeste Asiático, o aumento da temperatura global espalha dor e sofrimento, especialmente entre as populações mais vulneráveis”, destacou Lula.

O titular do Planalto também teceu críticas aos negacionistas climáticos e ponderou é preciso impor uma “nova derrota” a eles.

“Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio e espalham o medo. Atacam as instituições, a ciência e as universidades. É momento de impor uma nova derrota aos negacionistas”, condenou.

De acordo com Lula, o mundo anda “na direção certa” para combater o aquecimento global, mas “na velocidade errada”. “No ritmo atual, ainda avançamos rumo a um aumento superior a um grau e meio na temperatura global. Romper essa barreira é um risco que não podemos correr”, completou.

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