Constantino diz que Flávio tenta “banalizar” relação com Vorcaro
O jornalista e influenciador de direita Rodrigo Constantino foi entrevistado pelo Contexto Metrópoles nesta sexta-feira (22/5)
atualizado
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O jornalista e influenciador de direita Rodrigo Constantino afirmou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) tenta “banalizar” a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi dada durante uma entrevista ao programa Contexto Metrópoles, nesta sexta-feira (22/5).
A pré-campanha de Flávio vive uma crise após o Intercept Brasil revelar sua relação com o banqueiro, envolvendo a produção de Dark Horse, filme inspirado na história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com Constantino, a narrativa apresentada pela defesa do senador “pegou muito mal” e teve como consequência a alteração de voto de pelo menos “1/3 do eleitorado”.
“O Flávio está insistindo em uma CPMI do Banco Master, talvez por saber que, na prática, isso não vai acontecer; pouca gente tem interesse em uma investigação mais profunda”, avaliou.
Segundo ele, a bolha formada por eleitores “moderados”, da qual o senador precisa dos votos para vencer, está olhando para a situação com uma “certa decepção ou até estarrecimento”.
O jornalista destaca que existe uma tentativa de banalizar o que aconteceu, além da omissão de Flávio sobre sua relação com o banqueiro, gerando desconforto inclusive dentro do PL, partido do pré-candidato.
“Eles estão tentando, de alguma forma, banalizar o que aconteceu, mas é grave. O PL levou a sério; inclusive, as informações que conseguimos de bastidores apontam para uma insatisfação de muita gente da própria campanha com o Flávio por ele ter omitido ou mentido a respeito dessa relação tão próxima com Vorcaro”, explica.
Constantino também afirmou que, apesar das reuniões da sigla sobre a pré-candidatura do senador, o martelo sobre mantê-lo nas disputas presidenciais já foi batido.
“Sabemos das reuniões prolongadas dentro do PL, inclusive para discutir se ele tem ou não condições de manter a pré-candidatura. Isso foi colocado na mesa e parece que bateram o martelo que vai ser ele mesmo. Para discutirem isso, mostra que o estrago foi grande e inegável”, finalizou.