Conselho da Paz: Lula ainda não decidiu se aceitará convite de Trump
Convite para compor conselho para reconstrução de Gaza foi tema de reunião entre o presidente e o ministro Mauro Vieira nesta segunda (19/1)
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não decidiu se aceitará o convite para integrar o Conselho da Paz, idealizado pelo chefe da Casa Branca, Donald Trump, para coordenar os esforços de transição política, segurança e reconstrução da Faixa de Gaza.
O assunto foi tema de uma reunião do petista com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, na manhã desta segunda-feira (19/1) no Palácio do Planalto. O convite foi encaminhado por Washington à Embaixada Brasileira nos EUA, na última sexta-feira (16/1).
O Metrópoles apurou que a equipe do chefe do Executivo tem estudado o documento minuciosamente, e que não há prazo estabelecido para o envio da resposta.
Entre os pontos analisados, estão:
- A composição do grupo e quais países tendem a aderir ao conselho proposto pelos EUA;
- O posicionamento diplomático e político desses países em relação ao conflito na Faixa de Gaza;
- Os possíveis impactos orçamentários e obrigações financeiras decorrentes das decisões que venham a ser tomadas no âmbito do conselho;
- Os objetivos centrais do colegiado, especialmente no que diz respeito à condução da transição política, segurança e reconstrução do território;
- Ainda há a preocupação com uma articulação prévia com nações que exercem influência sobre o tema, de modo a construir uma posição capaz de sustentar, na prática, as medidas que venham a ser adotadas.
Conselho da Paz
Além de Lula, foram convidados outros chefes de Estado, como o argentino Javier Milei, o turco Recep Tayyip Erdogan, o egípcio Abdel Fattah al-Sisi e o primeiro-ministro canadense Mark Carney.
Em publicação no X, Javier Milei confirmou presença. O mandatário argentino celebrou a inclusão da Argentina como “membro fundador” do grupo.
A instalação do conselho compõe a segunda fase do plano de 20 pontos de Trump para encerrar o conflito na Faixa de Gaza, que deve focar na desmilitarização e reconstrução do território.
O documento assinado pelo presidente dos Estados Unidos estipula que os cerca de 60 países convidados terão um mandato de três anos. Porém, Trump determinou o valor de US$ 1 bilhão para líderes que queiram virar membros permanentes do conselho. Para permanecer por mais tempo, o valor deve ser destinado ao fundo do Conselho ainda neste primeiro ano de criação.
O Conselho ainda terá como membros-fundadores o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o ex-premiê britânico, Tony Blair. Também foram oficializados como integrantes o enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner.
