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O Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou processo administrativo disciplinar nesta terça-feira (6/3) com o objetivo de apurar a conduta do procurador Ângelo Goulart Villela. Em maio do ano passado, ele foi preso por suspeita de passar informações privilegiadas da Operação Greenfield à holding J&F, responsável pelo controle do frigorífico JBS e também alvo da investigação, além de obstruir apurações sobre eventuais irregularidades praticadas por empresas do grupo.

Além do processo administrativo, o conselho decidiu afastar o procurador do cargo por 120 dias. Segundo o MPF, Villela vendeu informações sigilosas sobre investigações relacionadas à J&F – receberia mesada de R$ 50 mil da holding. Na época, ele participava da força-tarefa da Greenfield, que mirava em negócios das empresas de Joesley e Wesley Batista e irregularidades em fundos de pensão.

De acordo com as investigações, o procurador teria sido aliciado pelo advogado Willer Tomaz, apontado como responsável por efetuar os pagamentos à Construtora Villela. Os dois foram presos em 18 de maio do ano passado e liberados em 1º de agosto.

 

 

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