Comitê científico do Rio se reúne para decidir novas medidas contra Covid-19

Volta às aulas em regime presencial é o principal tema a ser debatido pelos técnicos do município

atualizado 25/01/2021 14:54

Rio de Janeiro – O novo comitê de cientistas formados pela Prefeitura do Rio de Janeiro para nortear as tomadas de decisão sobre o enfrentamento a pandemia do novo coronavírus se reúne pela primeira vez nesta-segunda-feira (25/1) no Centro de Operações Rio, na Cidade Nova, centro da capital.

No encontro, os técnicos, além de outros assuntos, vão debater sobre a volta às aulas na cidade, prevista para o dia 8 de fevereiro, conforme publicação em Diário Oficial. A primeira reunião do comitê acontece somente três semanas após o atual prefeito, Eduardo Paes (DEM), tomar posse.

Com classificação de risco alto de contágio para toda a cidade, o Rio de Janeiro passa a ter as mesmas regras de restrição para todos os bairros, após avaliação do 3º boletim epidemiológico divulgado na última sexta-feira (22/1). O estudo incluiu os bairros de Realengo, Rocinha, Jacarezinho e os Complexos do Alemão e da Maré como região com alto risco – no 2º boletim as áreas apresentavam risco moderado.

A nova classificação muda, por exemplo os horários de funcionamento do comércio, além de obrigar os estabelecimentos a cumprirem novas restrições. Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os temas e os integrantes do comitê só serão divulgados após à reunião. Confira as regras em vigor para toda a capital do Rio:

  • Supermercados, padarias, açougues, peixarias, farmácias, lojas de produtos médicos, veterinários, shoppings e centros comerciais podem funcionar com limitação de dois terços da lotação e devem priorizar serviços de entrega em domicílio ou retirada na loja, além de poderem ampliar o horário de funcionamento;
  • bancos e loterias: têm limitação de dois terços da lotação e podem ampliar o horário de funcionamento;
  • serviços de saúde e de assistência veterinária seguem com o funcionamento normal, mas devem priorizar o atendimento com hora marcada, além de poderem ampliar horário de atendimento;
  • asilos e clínicas de repouso não podem ter visitas;
  • restaurantes, bares, botequins, quiosques da orla: o distanciamento mínimo deve ser de 1,5 metro entre as mesas, com oito pessoas no máximo em cada uma. Está proibida a presença de pessoas entre as mesas, bem como música ao vivo (apenas som ambiente). Além disso, a venda de bebidas alcoólicas e alimentos está autorizada apenas para quem para quem estiver sentado, ocupando mesas. Também deve-se priorizar delivery ou entrega na loja;
  • restaurantes e bares com self-service devem ter acesso controlado ao buffet, garantir que clientes façam higienização das mãos dos clientes com álcool 70% e fazer a substituição dos utensílios compartilhados a cada 30 minutos (pegadores do buffet, por exemplo);
  • academias, piscinas e centros de treinamento podem funcionar com metade da capacidade e limitação das atividades coletivas para seis pessoas (menos alto rendimento). A recomendação é para que o público dê preferência por atividades ao ar livre e os estabelecimentos devem ampliar o horário de funcionamento;
  • cinemas, teatros, salas de concerto, salas de jogos, circo, recreação infantil e pistas de patinação devem reduzir a lotação a um terço da capacidade. Os assentos devem ser ocupados de modo intercalado (menos se forem da mesma família) e o consumo de bebidas e comidas é permitido apenas para quem está sentado. Podem ampliar o horário de funcionamento e devem ter sistema de controle de entrada e de saída do público;
  • boates e danceterias estão autorizadas sem pista de dança, que deve ficar fechada, e a lotação é de um quarto da capacidade, além de precisar garantir o distanciamento de 2 metros entre as mesas. É proibida música ao vivo e as pessoas não podem ficar de pé.

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