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Brasil

Com recorde de mortes, SP entra na "fase mais restritiva" da pandemia

"O Brasil está colapsando e, se nós não frearmos o vírus, não será diferente aqui em SP", diz o governador João Doria

11/03/2021 11:05, atualizado 11/03/2021 13:36
Fábio Vieira/Metrópoles
coletiva doria sp

São Paulo – Depois de uma sequência de recordes de mortes e internações, o estado de São Paulo deve entrar em uma fase mais rígida do isolamento social.

Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (11/3), o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que o endurecimento das regras de distanciamento social é a única medida eficaz para frear a pandemia, no momento.

O anúncio deverá ser feito em entrevista à imprensa às 12h45. Com isso, a expectativa é que a fase atual, em que só funcionam os serviços essenciais, passe a ter limitação no horário de funcionamento dos estabelecimentos.

Além disso, escolas, igrejas e jogos de futebol deverão ter suas atividades presenciais suspensas.

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“É uma decisão dura, impopular, difícil. Me solidarizo com todos. O Brasil está colapsando, e se nós não frearmos o vírus, não será diferente em São Paulo”, disse.

Na gravação, divulgada nas redes sociais, ele ressaltou que está tentando equilibrar a situação da economia e da saúde.

“Mas temos que entrar em uma nova etapa do Plano SP, ela é mais restritiva, eu reconheço”, pontuou.

O governador disse que, por também ser empresário, é ainda mais difícil para ele fazer esse tipo de anúncio, mas que a medida é necessária.

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“Entendo o sofrimento de todos. É difícil não poder sair para batalhar pelo sustento de sua família, ter restringido a vida social”, completou.

Doria destacou que só “há duas alternativas para controlar o vírus nesse momento, a vacina e o distanciamento social”.

No vídeo, ele também fez mais um apelo para que a população colabore no enfrentamento da pandemia da Covid-19. “Nossos hospitais estão chegando no limite máximo de ocupação. Temos de adotar medidas mais duras de distanciamento social.”

Ele refutou a tese de que bastam abrir leitos de UTI para conter a doença. Ele argumentou que São Paulo triplicou o número de leitos e ainda assim não é suficiente.

São Paulo enfrenta o mês com mais mortes e internações em decorrência da infecção pelo novo coronavírus. Na última terça-feira (9/3), o estado bateu recorde, com 517 óbitos nas últimas 24 horas.

O número supera o pico registrado no dia anterior, quando foram contabilizadas 468 vidas perdidas em 24 horas.

Já a ocupação de leitos em UTI alcançou a marca histórica de 83%.

Na avaliação da equipe de saúde do governo, um fator determinante é a nova cepa do vírus, que é mais transmissível.

Mesmo com índices em alta, o estado continua a registrar aglomerações e a taxa de isolamento na terça foi de 43%. A meta é alcançar pelo menos 60%, o ideal é 70%.

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Trabalhadores enfrentam aglomerações para chegar ao trabalho
Aglomeração de passageiros na plataforma da Estação Luz da CPTM, no centro da capital paulista, na manhã da quarta-feira (3/3)
Enquanto ainda não há vacina em número suficiente para toda a população, a recomendação é que as pessoas circulem o mínimo possível
Uma das grandes preocupações das autoridades de saúde atualmente é com as aglomerações no transporte coletivo
Trabalhadores circulam pelas cidades e enfrentam meios de transporte superlotados
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