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Brasil

Com previsão de enxurradas, Brasil tem 8,5 milhões em áreas de risco

Análise do Cemaden mostra que o Sudeste é a região mais crítica. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo correm risco de enchentes

13/02/2022 02:00, atualizado 13/02/2022 08:09
Isac Nóbrega/PR
enchentes no Estado da Bahia

A emissão de novo alerta com alta probabilidade de enxurradas em estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo evidencia o drama da população que vive em moradias instaladas em locais de perigo. Hoje, estima-se que pelo menos 8,5 milhões de brasileiros residem em áreas de risco, com relevos e fatores que propiciam acidentes, deslizamentos, inundações, enxurradas e enchentes.

Os números foram fornecidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que contabiliza ao menos 27.660 áreas de risco. Há a expectativa de que essa quantidade aumente a partir de agosto de 2022, quando o IBGE fará novo levantamento.

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O Cemaden monitora hoje os 1.038 municípios que registram mais ocorrências de desastres devido a chuvas e fatores geológicos e hidrológicos, como encostas e rios. São consideradas ainda características demográficas, como renda e tipo de moradia. Os habitantes mais pobres e de regiões com maior população são os mais afetados.

Desde dezembro de 2021, desastres naturais deixaram milhares de pessoas desabrigadas e ocasionaram dezenas de mortes na Bahia. O número de óbitos em decorrência das fortes chuvas que atingiram o sul do estado chegou a 26, com 30.915 habitantes desabrigados e 62.731 desalojados. Além disso, foram registrados 518 feridos e 715.634 pessoas afetadas de alguma forma.

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De acordo com climatologistas, as tempestades na Bahia têm a ver com a combinação de dois fenômenos distintos
O primeiro deles trata-se de um corredor de umidade que surge na Amazônia e vai em direção à Bahia, ao Rio de Janeiro e a São Paulo
O segundo é a formação de uma área de baixa pressão no Oceano Atlântico, próximo à região costeira do Brasil, que evoluiu para um sistema denominado depressão subtropical
A depressão subtropical é um evento meteorológico que gira no sentido horário e é marcado pela formação de nuvens, ventos, tempestades e agitação marítima
Segundo especialistas, a depressão subtropical é algo atípico e ainda possui condições de evoluir para uma tempestade tropical
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De acordo com climatologistas, as tempestades na Bahia têm a ver com a combinação de dois fenômenos distintos
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De acordo com climatologistas, as tempestades na Bahia têm a ver com a combinação de dois fenômenos distintos

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O primeiro deles trata-se de um corredor de umidade que surge na Amazônia e vai em direção à Bahia, ao Rio de Janeiro e a São Paulo
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O primeiro deles trata-se de um corredor de umidade que surge na Amazônia e vai em direção à Bahia, ao Rio de Janeiro e a São Paulo

Igo Estrela/Metrópoles
O segundo é a formação de uma área de baixa pressão no Oceano Atlântico, próximo à região costeira do Brasil, que evoluiu para um sistema denominado depressão subtropical
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O segundo é a formação de uma área de baixa pressão no Oceano Atlântico, próximo à região costeira do Brasil, que evoluiu para um sistema denominado depressão subtropical

Fernando Frazão/Agência Brasil
A depressão subtropical é um evento meteorológico que gira no sentido horário e é marcado pela formação de nuvens, ventos, tempestades e agitação marítima
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A depressão subtropical é um evento meteorológico que gira no sentido horário e é marcado pela formação de nuvens, ventos, tempestades e agitação marítima

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Segundo especialistas, a depressão subtropical é algo atípico e ainda possui condições de evoluir para uma tempestade tropical
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Segundo especialistas, a depressão subtropical é algo atípico e ainda possui condições de evoluir para uma tempestade tropical

Facebook/Reprodução
Na Bahia, o sul foi a região que teve chuvas mais volumosas
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Na Bahia, o sul foi a região que teve chuvas mais volumosas

Reprodução/ Agência Brasil
No dia 9 de dezembro, o governo do estado decretou situação de emergência para 24 cidades. O objetivo é mobilizar todo o aparato público para apoiar as ações de socorro à população
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No dia 9 de dezembro, o governo do estado decretou situação de emergência para 24 cidades. O objetivo é mobilizar todo o aparato público para apoiar as ações de socorro à população

Reprodução/ Twitter
Em alguns municípios, foram registradas inundações e as pessoas tiveram que deixar suas casas
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Em alguns municípios, foram registradas inundações e as pessoas tiveram que deixar suas casas

Reprodução/ Agência Brasil
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram cidades totalmente inundadas
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Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram cidades totalmente inundadas

Reprodução/ Twitter
As mais atingidas foram Jucuruçu e Itamaraju, que ficam no sul do estado
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As mais atingidas foram Jucuruçu e Itamaraju, que ficam no sul do estado

Reprodução/ Twitter
De acordo com Rui Costa (PT), governador da Bahia, os dois municípios "estão praticamente embaixo d'água"
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De acordo com Rui Costa (PT), governador da Bahia, os dois municípios "estão praticamente embaixo d'água"

Divulgação
Autoridades orientam que os moradores dos locais afetados se abriguem em áreas mais altas e solicitem ajuda
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Autoridades orientam que os moradores dos locais afetados se abriguem em áreas mais altas e solicitem ajuda

Reprodução/ Twitter
Segundo a Defesa Civil da Bahia, os temporais deixaram 26 mortos e pelo menos 60 mil pessoas desabrigadas
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Segundo a Defesa Civil da Bahia, os temporais deixaram 26 mortos e pelo menos 60 mil pessoas desabrigadas

Reprodução

Em Minas, 10 pessoas morreram em uma tragédia na região dos cânions, em Capitólio. Em janeiro deste ano, 3.409 pessoas ficaram desabrigadas e 13.734 ficaram desalojadas devido a chuvas, risco de transbordamento de barragens e deslizamentos de terra.

Novo alerta

Nesta sexta-feira (11/2), novo alerta do Cemaden foi emitido para a Região Sudeste. “Considera-se alta a possibilidade de ocorrência de eventos hidrológicos nas mesorregiões Centro Fluminense e Sul Fluminense no Rio de Janeiro; no Vale do Rio Doce e na Zona da Mata de Minas Gerais; e no Sul e Centro do Espírito Santo, devido aos acumulados preexistentes que aumentaram a umidade do solo e/ou a previsão meteorológica de altos acumulados de precipitação”, informou o centro. O órgão também é responsável por alertar moradores, prefeitos e governadores sobre a possibilidade de ocorrência de eventos climáticos ou naturais de grande porte.

Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo têm possibilidade de inundações nas bacias hidrográficas, além de enxurradas e alagamentos urbanos nas regiões metropolitanas.

Veja mapa divulgado pelo Cemaden:

Mapa Cemaden: MG, RJ e ES em risco por chuvas

Região Sudeste

No Sudeste, onde estão as capitais com novo alerta de risco, de acordo com estudo do Cemaden, a cada 100 brasileiros, 10 estão expostos ao risco de desastres. Entre eles, 758,2 mil são crianças e idosos. O índice também inclui 2,1 milhões de mulheres e 2 milhões de homens.

A região é mais populosa e com maior incidência de encostas íngremes, vales profundos e estreitos, florestas degradadas e rios com as margens devastadas e ocupadas. Por isso, é maior a possibilidade de esse território deflagrar processos que produzam risco iminente de desastres naturais decorrentes de excesso de água (deslizamentos em encostas, desmoronamentos, inundações, enxurradas).

“As áreas de risco precisam estar mapeadas. O monitoramento, os alertas feitos e os índices de vulnerabilidade são ferramentas valiosas para apoiar a gestão de risco de desastres e são usados ​​principalmente para reduzir perdas de vidas humanas”, afirmou a diretora substituta e coordenadora de Relações Institucionais do Cemaden, Regina Alvalá.

Na Bahia, por exemplo, a população foi avisada sobre o risco de enchentes. Diante do anúncio prévio, milhares de habitantes foram colocados em abrigos – o que não evitou a destruição das casas, mas salvou vidas.

Os alertas de desastres elaborados pelo Cemaden não são disponibilizados no site da instituição. Os dados são enviados para o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do Ministério de Desenvolvimento Regional, que os retransmite para os órgãos estaduais e municipais de Defesa Civil para a emissão dos alertas.

Veja mapa das áreas de risco no Brasil:

Mapa áreas de risco no Brasil

Com previsão de enxurradas, Brasil tem 8,5 milhões em áreas de risco