Com Fachin, STF tem 7 a 2 pela prisão e cassação de Carla Zambelli

Ministro Fachin votou para condenar a deputada federal Carla Zambelli pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal

atualizado

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Deputada Federal Carla Zambelli Metrópoles
1 de 1 Deputada Federal Carla Zambelli Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin acompanhou o relator, Gilmar Mendes, e votou pela condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, além da perda do mandato, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

O julgamento ocorre no plenário virtual e, até o momento, o placar está em 7 a 2 pela condenação da parlamentar, que está presa na Itália. Fachin não apresentou ressalvas no voto.

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Ela perseguiu Luan Araújo até o interior de uma padaria
Deputada divulgou imagens nas mídias sociais
No entanto, gravações mostraram outros momentos da confusão
Carla Zambelli sacou arma no meio da rua, em SP
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Carla Zambelli sacou arma no meio da rua, em SP

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As divergências até o momento são dos ministros Nunes Marques, que votou pela absolvição total, e André Mendonça, que propôs pena de oito meses de detenção. Restam apenas os votos de Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, mas o Supremo já formou maioria pela condenação de Carla Zambelli.

A deputada é acusada de perseguir, armada, o jornalista Luan Araújo, apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio ocorreu em outubro de 2022, durante o segundo turno das eleições, nas ruas do bairro Jardins, em São Paulo. A denúncia foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e aceita pelo STF em agosto de 2023.

Zambelli também é alvo de um processo de extradição na Itália. A prisão no país europeu, no entanto, está ligada a outro caso: no primeiro semestre deste ano, o STF havia condenado a parlamentar a 10 anos de prisão por participação na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando foi inserido um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Julgamento

O julgamento foi retomado na sexta-feira, com maioria pela condenação, a partir do voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Com o voto de Edson Fachin, o placar está em 7 a 2. A sessão virtual segue aberta até as 23h59 de 22 de agosto.

Até o momento, acompanharam o relator os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Fachin. André Mendonça e Nunes Marques divergiram.

Veja a deputada com arma em punho:

 

 


Veja o que diz o voto de Gilmar Mendes, relator do caso:

  • Unificação das penas fixadas para cada crime, nos termos dos arts. 69 e 72 do Código Penal, totalizando o montante de 5 anos e 3 meses de pena privativa de liberdade e 80 dias-multa, observada a execução da pena de reclusão antes da pena de detenção.
  • Fixa o regime inicial de cumprimento de pena em semiaberto.
  • Entende que o STF sedimentou, por larga maioria, que condenação criminal transitada em julgado resulta na perda do mandato, independentemente da quantidade de pena aplicada, do regime de cumprimento de pena ou de posterior decisão da Casa do parlamentar.
  • Portanto, em atenção à jurisprudência desta Corte, decreta a perda do mandato parlamentar da deputada federal Carla Zambelli como efeito da condenação criminal.
  • Determina cancelamento definitivo da autorização de porte de arma de fogo da ré. A arma de fogo apreendida deve ser levada ao Comando do Exército.

Ação penal

A advogada Dora Cavalcanti, que representa o jornalista Luan Araújo, afirma que o voto do ministro Gilmar Mendes “reconstitui com precisão a dinâmica da violência sofrida pela vítima”.

A equipe jurídica de Zambelli alega cerceamento de defesa.

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