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Com economia dependente do minério, Brumadinho teme onda de desemprego

Segundo o prefeito do município, Avimar de Melo Barcelos, 60% da receita da cidade advém das atividades desenvolvidas pela Vale

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O rompimento da barragem de Mina Feijão, administrada pela Vale, vai afetar diretamente a economia de Brumadinho, em Minas Gerais. Segundo o prefeito do município, Avimar de Melo Barcelos, 60% da receita da cidade advém da extração de minério. Com a suspensão das atividades da empresa, Avimar teme uma onda de desemprego.

“São mais mil funcionários e, cada um deles, têm três, quatro parentes para sustentar. Destruiu a cidade”, lamentou.

Mensalmente, a Prefeitura de Brumadinho angaria cerca de R$ 5 milhões. Mais da metade desse valor são oriundos das atividades desenvolvidas pela Vale. “Não sei como vai ser daqui para frente. A Vale tem que ser responsabilizada para indenizar o município e as famílias”, desabafou Avimar.

Bloqueio de R$ 5 bi
No sábado (26/1), a Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de R$ 5 bilhões da Vale. Autor da ação, o Ministério Público de Minas Gerais informou que o valor será utilizado para garantir a adoção de medidas emergenciais em defesa do meio ambiente.

A juíza Perla Saliba Brito disse, na decisão, que há risco iminente de rompimento de mais uma barragem, “o que poderá gerar consequências imensuráveis e danos ambientais irreversíveis, além da perda de mais vidas humanas, o que é absolutamente inadmissível”.

A magistrada destaca, ainda, o dever de indenizar independe da investigação a respeito da existência de culpa. “Sendo certo que a Vale S/A opera com responsabilidade legal objetiva, assumindo integralmente o risco pelos danos que venha a causar a terceiros”, completou.

Segundo o MPMG, foi determinado, ainda, que a empresa adote de imediato “todas as medidas necessárias para garantir a estabilidade da barragem VI do Complexo Mina do Feijão, devendo, a cada seis horas, remeter os relatórios sobre o que está sendo adotado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Defesa Civil estadual e dos municípios e ao Corpo de Bombeiros.”

O órgão destacou, no pedido, o risco eminente da barragem VI, cujo rompimento seria responsável pelo derramamento de milhões de metros cúbicos de água revolvendo o minério já despejado em razão do rompimento dessa sexta (25).

Na sexta-feira (25), a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens da Vale, valor que deveria ser transferido para uma conta judicial aberta para esse fim. O juiz de plantão Renan Chaves Carreira Machado também decretou a indisponibilidade de todas as ações da empresa nas bolsas de valores espalhadas pelo mundo.

 

 

 

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