CNU: acordo judicial não atrapalha realização de 2ª edição do concurso
Ministério da Gestão, responsável pela organização do Concurso Nacional Unificado (CNU), já fez consulta aos órgãos sobre possível 2º CNU

O coordenador-geral de Logística do Concurso Nacional Unificado (CNU), Alexandre Retamal, disse nesta quinta-feira (21/11) que o acordo firmado nesta semana com o Ministério Público Federal (MPF) que adiou a divulgação dos resultados finais não atrapalha uma possível segunda edição do certame.
Para sanar o impasse judicial sobre a correção das provas do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), conhecido como o “Enem dos Concursos”, União, Ministério Público Federal (MPF) e Fundação Cesgranrio, a banca do certame, selaram acordo.
Os candidatos que não preencheram todo o campo de identificação no cartão de respostas da prova, a chamada “bolinha”, e, por isso, foram eliminados serão reintegrados ao processo de seleção.
Além disso, o acordo vai garantir a correção, em quantidade equivalente à dos candidatos de ampla concorrência, das provas discursivas e redações de candidatos concorrendo a vagas reservadas para negros que atingiram a nota mínima.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesTambém haverá a inclusão da necessidade de títulos para o cargo de Analista Técnico de Políticas Sociais (ATPS) nos blocos 4 e 5 — nos demais blocos já havia essa previsão. Será feita retificação do edital.
“Por enquanto, nós estamos avaliando a realização da próxima edição. Ainda não temos uma data definida e informações definidas para repassar, mas em breve teremos”, disse Retamal.
“Já foi feita uma consulta aos órgãos, essa consulta já teve resultado e agora os dados estão sendo consolidados. Tem também a questão orçamentária para ser avaliada até que a gente possa chegar em uma definição de quando e como será o próximo Concurso Público Nacional Unificado”, explicou.

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Ver todasSegundo a consultora jurídica do MGI, Karoline Busatto, o acordo foi firmado para pacificar pontos do certame que vinham em debate desde a realização da prova, em 18 de agosto, e garantir sua integridade e segurança jurídica.
“O acordo traz mais segurança para que cheguemos a bom termo. Ele vem exatamente para pacificar”, disse ela. Busatto lembrou que o acesso à Justiça é livre, mas o acordo visa levar a primeira edição do CNU a seu final. “Tudo é um processo de amadurecimento”, disse ela, lembrando que a inspiração para o CNU, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), também passou por longos processos até chegar ao nível de política pública bem formatada como é atualmente.
Conforme noticiado pelo Metrópoles, em 6 de novembro, a 2ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Tocantins determinou a inclusão dos candidatos eliminados pela questão da “bolinha”. A partir do acordo, o recurso interposto pela União nessa ação perde seu objeto, segundo informado por Busatto.
Adiamento dos resultados
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou o adiamento dos resultados finais do CNU nessa quarta-feira (20/11). A pasta divulgou o novo cronograma nesta quinta-feira (21/11). A lista de aprovados será divulgada apenas em 11 de fevereiro de 2025. O restante do cronograma, como data das posses e início dos cursos de formação, ainda não foi divulgado.
Em nota, a pasta informou que a União firmou um acordo judicial para garantir a continuidade do CNU. Com isso, 32.260 novos candidatos ficam habilitados a terem as provas discursivas corrigidas pela banca.














