Clima: ciclone deixa regiões sob alerta para temporais e vendavais

Rajadas de vento em torno de 100 km/h poderão ocorrer principalmente no Sul. Há risco de tempestades com potencial para transtornos

atualizado

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Reprodução / Jeff Schmaltz via Wikimedia Commons
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1 de 1 imagem colorida ciclone extratropical - Foto: Reprodução / Jeff Schmaltz via Wikimedia Commons

A formação de um ciclone extratropical e de uma frente fria deixam o Sul do Brasil, áreas do Sudeste e do Centro-Oeste em alerta para temporais e muito vento no início destaa segunda semana de dezembro. De acordo com a Climatempo, o desenvolvimento do ciclone extratropical e da frente fria associada a ele ocorre entre esta segunda-feira (8/12) e esta terça-feira (9/12).

Conforme o órgão, o fenômeno se forma entre o Paraguai, o nordeste da Argentina e o sul do Brasil, mas os impactos deste sistema serão sentidos em áreas do centro-sul do Brasil até quinta-feira (11/12).

O processo de formação do ciclone e da frente fria gera muitas áreas de instabilidade que vão espalhar nuvens carregadas, com potencial para provocar chuva forte em pouco tempo, muitos raios e ventania nos estados da região Sul, em parte do Sudeste e do Centro-Oeste.

A Climatempo alerta que este ciclone extratropical será de forte intensidade. Quando estiver totalmente organizado, na quarta-feira (10/12) e na quinta, o ciclone poderá causar rajadas de vento da ordem de 90 a 120 km/h, que poderão ocorrer em áreas do litoral e das regiões mais elevadas das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Deslocamento do ciclone

Segundo o órgão, a previsão inicial é de que o ciclone extratropical esteja completamente organizado no fim da noite desta segunda. No decorrer desta terça, o centro do ciclone extratropical se desloca sobre o Rio Grande do Sul indo para leste do estado, em direção ao litoral.

Embora o processo de formação do ciclone extratropical e da frente fria estimule ventos fortes e temporais em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, este ciclone extratropical não vai passar sobre nenhuma área destas regiões. O ciclone se forma sobre o Sul, segue para o oceano na costa do Rio Grande do e avança para alto-mar sempre na altura da costa gaúcha.

Ainda segundo a Climatempo, o ciclone é considerado intenso por ser uma área de baixa pressão atmosférica. Quanto mais baixa a pressão do ar, mais fortes são os ventos que um ciclone extratropical pode gerar. A pressão atmosférica no centro deste novo ciclone extratropical deve alcançar menos de 1 mil hectopascais, o que tecnicamente é considerado uma situação perigosa.

Baixas pressões atmosféricas próximas ou abaixo de 1000 hectopascais são consideradas de forte intensidade e facilitam o desenvolvimento de nuvens muito carregadas, com potencial para tempestades. Além disso, o grande contraste de pressão atmosférica gerado nas imediações de uma baixa pressão intensa, acelera o movimento do ar e gera fortes rajadas de vento.

Alertas

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia, todas as regiões do país estão sob alertas de chuvas intensas. O Sul tem avisos meteorológicos de perigo potencial para tempestades. Sudeste, Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste têm alertas de perigo e perigo potencial para chuvas intensas. E o sertão nordestino tem ainda um alerta para baixa umidade.

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