“Claro que nós queremos o MDB conosco”, diz presidente do PT
Edinho Silva afirmou que conversa frequentemente com o presidente da sigla, Baleia Rossi, mas não há definição quanto a chapa
atualizado
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse, nesta segunda-feira (9/2), que a sigla quer se alinhar ao MDB. No entanto, ele reconhece que precisa estudar a complexidade regional do partido chefiado pelo deputado federal Baleia Rossi (SP).
“Claro que nós queremos o MDB conosco. Queremos todos os partidos que estão conosco na base do governo do Lula. Então, é natural que nós possamos dialogar com o MDB. Mas, claro, sabemos também da heterogeneidade política que tem o MDB como tantos outros partidos no Brasil. Então, nós vamos dialogar. Queremos o MDB conosco, mas também respeitando as posições do MDB, que muitas vezes são posições norteadas pela complexidade regional que o MDB tem”, afirmou Edinho à jornalistas.
Embora tenha falado publicamente sobre a pretensão de buscar mais diálogo com o MDB, Edinho não cravou que há negociações em andamento para que a sigla suba ao palanque com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.
A fala se dá em meio a ventilações de que Lula gostaria de ter um número dois emedebista, podendo deixar o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) escanteado.
Ainda nesta linha, Edinho afirmou que Alckmin “será candidato àquilo que ele quiser” e disse que o andamento das conversas para construir uma chapa está ocorrendo com “muita tranquilidade”. Questionado quanto ao futuro do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a resposta foi parecida.
“Haddad é uma liderança de São Paulo, foi o último candidato do PT a disputar as eleições aqui em São Paulo. Claro que ele é sempre lembrado. Mas tudo isso também tem que ser feito com muito diálogo. Ninguém é candidato contra a vontade”, afirmou.
No entanto, Edinho negou que isso incomode o chefe da Fazenda.
“Eles estão conversando se é o momento do Fernando Haddad sair do governo, qual o impacto de ele sair do governo, qual a agenda que o Ministério da Fazenda ainda tem para o Brasil. Porque o ministro Fernando Haddad tem um peso muito grande dentro do Congresso Nacional. Então, nós estamos conversando sobre o cenário político, sobre as demandas do Ministério da Fazenda. E, claro, qual o interesse do Fernando Haddad cumprir um papel nas eleições de 2026″, declarou Edinho.
Ao comentar a estratégia de alianças do PT para a próxima eleição presidencial, Edinho destacou a defesa de um arco amplo de apoios. Segundo ele, o partido não descarta entendimentos com legendas de centro-direita, desde que haja compromisso com um projeto voltado às futuras gerações e com a preservação da democracia.

