“Clã Bolsonaro pensa mais em si que no país”, diz Alckmin
Vice-presidente avalia que atuação dos Bolsonaro nos EUA teve intenção de “tirar enfoque” da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
atualizado
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou nesta sexta-feira (29/5) ser “lamentável” a atuação da família Bolsonaro nos Estados Unidos que culminou na classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas. “Infelizmente membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país”, afirmou Alckmin.
A afirmação foi feita após o vice-presidente ser questionado por jornalistas sobre a determinação do Departamento de Estado dos Estados Unidos que classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas pelo país. Para Alckmin, a determinação é ruim para o Brasil e “pode ter consequências na área do sistema financeiro, na área da economia”.
“Não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, completou o vice-presidente. O governo brasileiro é contra o enquadramento anunciado pelo Departamento de Estado norte-americano, que avalia que a medida, além de não avançar nas ferramentas de combate ao crime organizado já em prática, abre precedentes perigosos para o Brasil.
Factoides
“Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, aí ficam gerando factoides, fatos novos para desviar a atenção da questão do Banco Master, que é gravíssima do ponto de vista de corrupção e de sonegação”, disse Alckmin.
Nas últimas semanas, reportagens do The Intercept Brasil divulgaram áudios que revelaram a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, banqueiro investigado por fraude financeira. O dono do Banco Master teria feito cerca de R$ 62 milhões em repasses para o filme Dark Horse, cinebiografia que conta parte da história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).