WhatsApp detecta ataque hacker e pede que usuários atualizem o app

"Spyware" identificado pelo grupo pode infectar celulares com sistema operacional da Apple (iOS) ou Google (Android)

Marcello Casal Jr./Agência BrasilMarcello Casal Jr./Agência Brasil

atualizado 14/05/2019 9:02

O aplicativo de troca de mensagens WhatsApp, que pertence a Mark Zuckerberg, dono do Facebook, divulgou, nesta terça-feira (14/05/2019), que identificou uma vulnerabilidade em seu sistema que permitia a hackers instalarem spyware, que são programas maliciosos que acessam dados pessoais, em alguns telefones.

A empresa confirmou em comunicado à imprensa a informação publicada inicialmente pelo jornal Financial Times e pediu aos 1,5 bilhão de usuários em todo o mundo que “atualizem o aplicativo para sua versão mais recente” e mantenham durante o dia seu sistema operativo como medida de “proteção”.

Segundo os responsáveis pelo aplicativo, o software espião que foi instalado em alguns telefones “se assemelha” à tecnologia desenvolvida pela empresa de cibersegurança israelense NSO Group, que levou o WhatsApp a colocá-lo como o principal suspeito por trás do programa de espionagem.

A vulnerabilidade no sistema alertada pela a empresa, que lançou um patch nessa segunda-feira (13/05/2019), foi detectada há apenas alguns dias e, por ora, não se sabe quanto tempo duram as atividades invasoras.

Os hackers faziam uma ligação por meio do WhatsApp para o telefone cujos dados queriam acessar e, mesmo se o destinatário não respondesse à chamada, um programa espião era instalado nos dispositivos.

O WhatsApp, que foi adquirido pelo Facebook em 2014, indicou que neste momento ainda não é possível dizer quantas pessoas foram afetadas, mas estimou que as vítimas foram escolhidas “especificamente”, de maneira que em princípio não se trataria de um ataque em grande escala.

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