Saiba por que a chinesa Huawei não participou do leilão do 5G

Em meio à guerra comercial entre EUA e China, havia pressão para que a empresa ficasse de fora do certame

atualizado

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1 de 1 huawei - Foto: Huawei/Facebook

A ausência da empresa chinesa Huawei no leilão do 5G, a quinta geração da internet móvel, chamou a atenção. A não participação ocorre porque o leilão foi destinado a operadoras de telefonia, e a Huawei é uma fornecedora de equipamentos de infraestrutura, conforme explicaram especialistas ouvidos pelo Metrópoles.

Para fazer parte do certame, a companhia teria de mudar sua área de atuação, a exemplo do que fizeram algumas concorrentes do mercado. No leilão realizado na quinta (4/11) e nesta sexta-feira (5/11), participaram apenas empresas de telefonia, como Claro, Vivo e TIM.

“A Huawei não participou do leilão de 5G, pois a oferta era destinada apenas para operadoras de telefonia e a empresa chinesa é produtora de equipamento com foco em infraestrutura. Como ela não é uma operadora, não pode apresentar propostas e por isso não pode participar do leilão. ” explica Bruno Valente, diretor de negócios do InverGroup, holding de infraestrutura, tecnologia e investimentos.

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O fato de a gigante de infraestrutura de telecomunicações não ter apresentado propostas para o leilão não significa que ela ficará alijada do processo de implementação da tecnologia no Brasil. A empresa chinesa ainda poderá vender equipamentos para as operadoras que arremataram lotes.

Acusações de espionagem

Recentemente, em meio à guerra comercial e ideológica entre Estados Unidos e China, o governo americano acusou a empresa chinesa de utilizar seus equipamentos para espionagem. Sob pressão de Washington, os britânicos decidiram pela exclusão da Huawei de sua rede 5G.

A postura anti-China e o alinhamento quase automático do Palácio do Planalto com a Casa Branca sofreram alteração depois do fim da era Donald Trump. Além disso, o Brasil precisou melhorar seu relacionamento com o país asiático e adotar um tom mais pragmático em prol da importação de insumos para as vacinas contra a Covid-19.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estudou vetar a participação da chinesa na construção da infraestrutura de telefonia 5G no país, mas voltou atrás.

O veto à participação da Huawei poderia provocar, segundo integrantes do governo Bolsonaro, retaliações comerciais por parte dos chineses, o que assusta, sobretudo, o setor do agronegócio brasileiro.

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