Ciclone se intensifica e ventos podem chegar a 100 km/h no Sul do país

Evolução muda classificação do fenômeno para tempestade subtropical e eleva preocupação de especialistas

atualizado 16/05/2022 21:15

Tempestade atinge praiaDivulgação/Inmet

O Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) anunciou, nesta segunda-feira (16/5), que o ciclone previsto para passar pelo Sul do país nesta terça-feira (17/5) se intensificou e chegou à categoria de tempestade subtropical. Com a evolução, o evento pode ter rajadas de vento que superam os 100 km/h no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e seguir até o sul do estado de São Paulo.

Marcia Seabra, metereologista do Inmet, aponta que o diferencial dessa tempestade é o deslocamento em direção ao continente, que acontecerá entre a tarde e a noite dessa terça-feira. “Já estamos com aviso laranja, com ventos de 100 km/h, mas devemos intensificar para vermelho porque os ventos podem ultrapassar em partes do Rio Grande do Sul”, diz.

A tempestade subtropical, apelidada Yakecan, é uma classificação abaixo do furacão, que apresenta ventos de mais de 120 km/h associados a outros fatores. Miguel Ivan, diretor do Inmet, diz que há a possibilidade da Yakecan chegar a esse nível, mas, por enquanto, a expectativa é de que não tenha essa evolução.

Ivan destaca que, para ganhar um nome, a tempestade deve ter relevância, mas que as condições do fenômeno ficarão mais claras com o passar dos dias. “Não significa que o ciclone chegará na costa. Pode ficar em alto mar”, ressalta.

O fenômeno terá início na noite desta segunda-feira (16/5) no Rio Grande do Sul. O maior impacto será nas cidades litorâneas, mas pode atingir municípios mais afastados da praia.

“Ele fica mais intenso na madrugada de amanhã [terça-feira], e, depois, se desloca para o mar”, diz. “É bem provável que ele se restrinja ao alto-mar. Mas, se por outro lado tiver uma mudança e os ventos aumentarem, ele pode seguir para a costa a partir dos próximos três ou quatro dias.”

A velocidade prevista das rajadas é suficiente para causar estragos em estruturas precárias, como telhas, pequenas árvores e postes. O coordenador estadual da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Rocha, afirmou que o órgão está monitorando a situação e trabalhando para prevenir estragos.

Frente fria

Associada à tempestade Yakecan, nesta semana, uma intensa massa de ar frio também deverá atingir diversas partes do Brasil, causando queda de temperatura na casa dos 10°C, além de chuvas.

A massa tem origem polar e é a mais forte deste ano em abrangência. Ela pegará todo o centro-sul do Brasil e parte da Região Norte. No Distrito Federal, as temperaturas podem chegar a 5º, e, no Rio Grande do Sul, a 3º.

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