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Brasil

Chamado de "apressado", Boric diz ter carinho e respeito por Lula

Lula chamou chileno de "sequioso e apressado" por sua posição sobre invasão russa. Boric disse não se ofender, e volta a condenar a guerra

19/07/2023 16:56, atualizado 19/07/2023 19:02
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Igo Estrela/Metrópoles
Imagem colorida do Presidente Luís Inácio Lula da Silva cuprimenta o presidente da República do Chile, Gabriel Boric Font no palácio do Itamaraty - Metrópoles

O presidente do Chile, Gabriel Boric, respondeu a críticas que recebeu do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que não se sente ofendido e tem “infinito respeito” pelo brasileiro. Ainda assim, Boric reforçou que é preciso condenar com clareza a invasão russa da Ucrânia.

“Eu tenho respeito infinito e muito carinho por Lula”, disse Boric, nesta quarta-feira (19/7), ao chegar a Paris. “Mas se me perguntam: ‘Quer que termine a guerra?’ [eu digo] Sim, quero que termine a guerra. Mas temos que ser muito claros e dizer que estamos numa guerra de agressão inaceitável, independentemente de discursos”, seguiu Boric, que criticou, durante cúpula de países latinos e europeus, chefes de Estado que evitam condenar a Rússia abertamente.

Mais cedo, nesta quarta, Lula criticou Gabriel Boric em relação ao posicionamento dele sobre a guerra na Ucrânia. “Eu não tenho por que concordar com o Boric, é uma visão dele. Eu acho que a reunião foi extraordinária. Possivelmente, a falta de costume de participar dessas reuniões faz com que um jovem seja mais sequioso (sedento) e apressado, mas as coisas não são assim”, afirmou Lula durante coletiva de imprensa. Veja:

“Queremos que termine a guerra”, insistiu Boric, perguntado por repórteres chilenos que o acompanham em Paris. “Eu, com Lula, tenho respeito, carinho. Não temos diferenças substantivas e não tenho dúvidas de que estamos pela paz. Não me sinto ofendido [pelas críticas]. Somos da mesma família política”, disse.

Durante a reunião Celac-UE, o presidente do Chile criticou países da região que resistiam a condenar a Rússia e colocavam em risco a declaração conjunta. “Acho que é importante que a América Latina diga claramente que o que está acontecendo na Ucrânia é uma guerra de agressão imperialista, inaceitável e que viola o direito internacional”, disse o chileno. “Compreendo que a declaração conjunta está travada hoje porque alguns não querem dizer que é uma guerra contra a Ucrânia. Hoje é a Ucrânia, mas amanhã pode ser qualquer um de nós”, frisou Boric. Veja:

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