metropoles.com

CGU, OAB e Partido Verde se inscrevem para fiscalizar urnas do TSE

O código-fonte da urna eletrônica foi aberto para instituições que podem fazer a fiscalização, mas poucas se cadastraram até o momento

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Hugo Barreto/Metrópoles
Urna eletrônica do TSE
1 de 1 Urna eletrônica do TSE - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Duas universidades, o Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Controladoria-Geral da União (CGU), a Procuradoria-Geral Eleitoral e o Partido Verde (PV) manifestaram interesse em inspecionar o código-fonte das urnas eletrônicas, aberto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de outubro para inespecíficas.

Diante dos questionamentos sobre a lisura e transparência do voto eletrônico, o TSE antecipou em seis meses a abertura dos dados para órgãos fiscalizadores. Antes, o processo só era aberto seis meses antes das eleições. Para o pleito de 2022, a disponibilização ocorre um ano antes.

“Estamos em um amplo trabalho contra a desinformação. O código-fonte é a linguagem que a urna entende. Primeiro o abrimos para entidades fiscalizadoras. Depois, para o Teste Público de Segurança (TPS)”, afirmou o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

Mesmo com a antecedência e a possibilidade de fiscalização aberta há quase três meses, tanto para que partidos políticos quanto autoridades brasileiras e internacionais possam fiscalizar o processo, poucos se cadastraram. Não há, por exemplo, partido aliado do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) ou membro do Ministério Público que tenha feito a inscrição até o momento.

Desde 4 de outubro, os partidos, a Polícia Federal, o Ministério Público, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras entidades podem ter acesso às informações. Em 2018, nas eleições gerais, somente a Polícia Federal participou de fato da conferência de informações.

Segurança do voto

A credibilidade da urna eletrônica vem sofrendo diversos ataques desde as eleições de 2018. O TSE tem promovido massivas campanhas de esclarecimento sobre a segurança do voto, a fim de contrapor-se ao movimento “voto impresso e auditável” e às fake news a respeito do sistema.

Em 31 de julho, o presidente Bolsonaro distorceu fatos para atacar a urna eletrônica em uma live no Palácio da Alvorada, porém, sem apresentar provas. Essa é uma das razões pelas quais o mandatário do país é alvo do Inquérito das Fake News, no STF.

Testes com hackers

Paralelamente à abertura do código-fonte, o TSE abriu nesta segunda-feira (22/11) a sexta edição do Teste Público de Segurança (TPS). Até sexta-feira (26/11), especialistas escolhidos da sociedade civil realizarão tentativas de invasão às urnas eletrônicas para avaliar a segurança delas e aperfeiçoar o sistema eleitoral.

“Estamos em busca de falhas e aperfeiçoamento. O TPS é o momento em que a sociedade colabora com a segurança das urnas para indicar formas de correção. Ele ocorre desde 2009 e traz grande contribuição”, afirmou o presidente da Corte Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, na cerimônia de abertura.

CGU, OAB e Partido Verde se inscrevem para fiscalizar urnas do TSE - destaque galeria
8 imagens
As urnas eletrônicas serão aperfeiçoadas com sistema de som e vídeos com intérpretes de Libras para deficientes
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que não há demonstração de fraude em razão do uso das urnas eletrônicas
Manifestação a favor do voto impresso
Manifestação a favor do voto impresso
Manifestantes favoráveis ao voto impresso
Urnas eletrônicas
1 de 8

Urnas eletrônicas

Rafaela Felicciano/Metrópoles
As urnas eletrônicas serão aperfeiçoadas com sistema de som e vídeos com intérpretes de Libras para deficientes
2 de 8

As urnas eletrônicas serão aperfeiçoadas com sistema de som e vídeos com intérpretes de Libras para deficientes

José Cruz/Agência Brasil
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que não há demonstração de fraude em razão do uso das urnas eletrônicas
3 de 8

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que não há demonstração de fraude em razão do uso das urnas eletrônicas

Matheus Venzi / Metrópoles
Manifestação a favor do voto impresso
4 de 8

Manifestação a favor do voto impresso

JP Rodrigues/Especial Metrópoles
Manifestação a favor do voto impresso
5 de 8

Manifestação a favor do voto impresso

JP Rodrigues/Especial Metrópoles
Manifestantes favoráveis ao voto impresso
6 de 8

Manifestantes favoráveis ao voto impresso

Igo Estrela/Metrópoles
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que não há demonstração de fraude em razão do uso das urnas eletrônicas
7 de 8

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que não há demonstração de fraude em razão do uso das urnas eletrônicas

DIVULGAÇÃO/TSE
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que não há demonstração de fraude em razão do uso das urnas eletrônicas
8 de 8

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que não há demonstração de fraude em razão do uso das urnas eletrônicas

TSE/Divulgação

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?