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Eleições 2026Brasil

CEO da Real Time: voto consolidado e de perfil mudancista impulsiona Flávio

Real Time Big Data digulgada nesta sexta (23/10) mostra Flávio com 52% das intenções de voto, ante 48% do petista

23/10/2026 08:25, atualizado 23/10/2026 08:54
Reprodução/ Instagram
cientista político Bruno Soller, CEO do instituto de pesquisas Real Time Big Data

O avanço do senador e candidato à Preidência da República Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais é impulsionado tanto pela consolidação de eleitores que já decidiram seu voto quanto pela movimentação de um eleitorado com perfil mudancista. A análise é do cientista político Bruno Soller, CEO do instituto de pesquisas Real Time Big Data.

Um novo levantamento do instituto, divulgado nesta sexta-feira (23/10), mostra vantagem numérica de Flávio sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa de segundo turno: Flávio tem 52% das intenções de votos válidos, ante 48% do petista.

O cenário ainda indica empaté técnico, dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

“O aumento de Flávio nas pesquisas precisa ser compreendida a partir dessas duas forças: a consolidação dos eleitores que já fizeram sua escolha e a movimentação daqueles que votaram em outras candidaturas, que tem um perfil mudancista”, afirmou Bruno ao Metrópoles.

O cientista destaca que a insatisfação com o governo não significa, necessariamente, identificação com o bolsonarismo. Para ele, “parte do eleitorado pode ter restrições a Flávio Bolsonaro e ao grupo político que ele representa, mas ainda assim desejar uma mudança de governo”.

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Vitória para Lula

Segundo Bruno, uma eventual vitória de Lula depende da capacidade do presidente de conquistar eleitores para além de sua base tradicional e de superar a resistência à continuidade do governo.

“Não basta mobilizar quem já está convencido. É necessário observar se eleitores insatisfeitos com o governo, mas resistentes ao bolsonarismo, podem reconsiderar suas escolhas”, afirmou.

O CEO da Real Time Big Data também chama a atenção para o peso da abstenção ocorrida no primeiro turno. Para o cientista, “existe uma tendência de superestimar a capacidade das campanhas de levar às urnas milhões de pessoas que não votaram no dia 4 de outubro”.

“A missão de Lula é muito difícil vendo os lagos onde ele pode pescar os votos”, ressaltou.

A campanha feita pelo deputado federal André Janones (PT -MG) pode contribuir para recuperar o ânimo de apoiadores ao presidente, porém, “é muito difícil mobilizar quem não está convertido”, avalia Bruno.

O que esperar até as eleições?

A tendência até a votação de segundo turno, marcada para este domingo (25/10), é de consolidação dos votos definidos no primeiro turno, com uma possível migração maior dos eleitores que escolheram outros candidatos para Flávio Bolsonaro do que para Lula.

“Uma certa consolidação dos votos dados no primeiro turno. Os 9 milhões de brasileiros que escolheram demais candidatos, devem migrar mais para Flávio do que para Lula. A abstenção pode ser ainda maior, em função da desmobilização de 21 estados que não terão corridas para o governo do estado, além de uma rejeição elevada aos dois candidatos”, concluiu o cientista Bruno.