Ceará sofre com nova onda de ataques a ônibus e prédios públicos
Já foram contabilizados pelo menos 30 incidentes violentos na região metropolitana de Fortaleza e no interior; 10 pessoas foram presas
atualizado
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O Ceará tem sofrido uma onda de violência desde a última sexta (20/09/2019), a segunda desde o início do ano. Já foram contabilizados pelo menos 30 ataques a ônibus, carros, caminhões, prédios públicos e privados na região metropolitana de Fortaleza e no interior.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, uma concessionária teve carros incendiados em um bairro rico de Fortaleza, e ao menos 16 veículos acabaram atingidos. Com os ataques, a frota de ônibus da capital e da região metropolitana foi reduzida. O governo solicitou que policiais militares acompanhem os veículos, e que agentes de férias ou de folga se apresentem para ajudar no patrulhamento das ruas.
O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), publicou em suas redes sociais que as Forças de Segurança têm trabalhado de forma intensa para combater os atos criminosos e garantir a segurança da população. “Não haverá tolerância com ações que atentem contra a sociedade”, escreveu.
Camilo atribui os ataques a uma reação ao enfrentamento ao crime organizado no estado, e afirmou que todos aqueles que buscarem agir contra a lei serão presos e punidos. “Quanto às medidas moralizadoras que temos tomado nos presídios, reafirmo que continuarão cada vez mais fortes, sem retorno de regalias”, destacou.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE), dez pessoas já foram detidas sob suspeita de participação nos crimes.
Outros ataques
No início do ano, houve uma série de ataques no estado. Foram mais de 90 crimes registrados em Fortaleza e região metropolitana em represália às mudanças no sistema penitenciário. O gancho foi a escolha de Luís Mauro Albuquerque para comandar a Secretaria de Administração Penitenciária, criada no segundo mandato do governador Camilo Santana. O envio do reforço policial da Força Nacional foi autorizado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro.
