Padilha: casos de hantavírus no Brasil não têm relação com cruzeiro

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, afirmou que a cepa andina do hantavírus detectada no cruzeiro MV Hondius nunca circulou no país

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Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia medidas da pasta diante dos casos de intoxicação por metanol Metropoles
1 de 1 Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia medidas da pasta diante dos casos de intoxicação por metanol Metropoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11/5) que os casos de hantavírus registrados no Brasil não possuem qualquer relação com o surto identificado no navio de cruzeiro MV Hondius, que mobiliza autoridades sanitárias internacionais após mortes e suspeitas de transmissão entre pessoas.

Padilha reforçou que o vírus já é conhecido pelas autoridades brasileiras há décadas e destacou que a cepa detectada no cruzeiro nunca circulou no país.

“O hantavírus não é um vírus desconhecido, é um vírus conhecido por todos nós, diferente da Covid-19. No Brasil, a gente chega a ter entre 38, 40, 45 casos por ano. Nesse momento, nós temos sete casos por hantavírus que não têm qualquer relação com o hantavírus do cruzeiro, nem a cepa”, afirmou o ministro.

Segundo Padilha, a variante identificada no surto internacional pertence à chamada cepa andina, encontrada historicamente em regiões da Argentina e dos Andes, e associada a episódios raros de transmissão entre humanos.

O ministro também explicou que a transmissão mais comum da doença ocorre por meio da inalação de partículas presentes em fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados.

Padilha ainda afirmou que o Brasil possui estrutura laboratorial para identificar variantes do vírus e fazer o sequenciamento genético dos casos registrados no país.

“A gente tem toda a estrutura para identificar e genotipar. A OMS não considera risco de pandemia o que aconteceu nesse surto específico do cruzeiro”, declarou.

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Autoridades da OMS supervisionaram a chegada dos passageiros do cruzeiro MV Hondius nas Ilhas Canárias
O hantavírus é uma doença respiratória transmitida por roedores selvagens, como ratos cervos
Alexandre Padilha, ministro da Saúde
Navio de cruzeiro MV Hondius onde foi identificado o surto de hantavírus
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Navio de cruzeiro MV Hondius onde foi identificado o surto de hantavírus

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Autoridades da OMS supervisionaram a chegada dos passageiros do cruzeiro MV Hondius nas Ilhas Canárias
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Autoridades da OMS supervisionaram a chegada dos passageiros do cruzeiro MV Hondius nas Ilhas Canárias

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O hantavírus é uma doença respiratória transmitida por roedores selvagens, como ratos cervos
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O hantavírus é uma doença respiratória transmitida por roedores selvagens, como ratos cervos

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Alexandre Padilha, ministro da Saúde
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Alexandre Padilha, ministro da Saúde

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O que é o hantavírus

A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados.

Entre os principais sintomas estão:

  • febre;
  • dores musculares;
  • dor de cabeça;
  • náusea e sintomas gastrointestinais;
  • dificuldade respiratória;
  • pressão baixa;
  • e tosse seca.

O alerta internacional começou após a Organização Mundial da Saúde confirmar, na última quinta-feira (7/5), cinco casos de hantavírus entre pessoas ligadas ao navio de cruzeiro MV Hondius, da operadora Oceanwide Expeditions.

A embarcação transportava 147 pessoas — 88 passageiros e 59 tripulantes — durante uma viagem que passou por regiões remotas do Atlântico Sul. Desde 11 de abril, ao menos três passageiros morreram após apresentarem sintomas compatíveis com hantavirose.

Apesar da repercussão internacional, a OMS mantém a avaliação de que o risco para a população em geral permanece baixo.

Casos no Brasil

Nos últimos dias, estados brasileiros também confirmaram registros de hantavirose, mas autoridades sanitárias reforçam que eles não têm relação com o surto no cruzeiro.

Minas Gerais confirmou uma morte causada pela doença. A vítima era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, que teve contato com roedores silvestres em uma lavoura.

Já o Paraná confirmou dois casos da doença e investiga outros 11.

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