Caso Moïse: lutador é condenado a 18 anos pela morte de congolês no RJ
Justiça reconheceu homicídio com três agravantes: motivo fútil, uso de meio cruel e ação que impediu qualquer chance de defesa de Moïse
atualizado
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O 1º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, condenou, nesta quarta-feira (15/4), o lutador Brendon Alexander Luz da Silva, mais conhecido como Tota, pela morte do congolês Moïse Kabagambe (imagem em destaque). A pena foi fixada em 18 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado.
Os jurados consideraram que o crime, homicídio triplamente qualificado, teve três agravantes: motivo fútil, uso de meio cruel e ação que impediu qualquer chance de defesa da vítima.
Mesmo sendo primário e sem antecedentes, o réu não teve a confissão plenamente considerada para reduzir a pena. A avaliação levou em conta que as imagens registraram toda a ação, o que limitou o peso desse fator.
Brendon foi o último dos três denunciados como executor a ser julgado. Em março de 2025, os outros dois réus – Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca – já haviam sido condenados. Somadas, as penas aplicadas a eles chegam a 44 anos de prisão, também em regime fechado.
Relembre o caso
Moïse Kabagambe foi morto em 24 de janeiro de 2022, em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Imagens de câmeras de segurança mostram que ele foi agredido por três homens com socos, chutes, tapas e um taco de beisebol ao longo de cerca de 13 minutos. Mesmo sem apresentar reação, a vítima foi derrubada, contida e amarrada, ficando sem qualquer possibilidade de defesa.
Os registros também indicam que Brendon participou diretamente das agressões e aparece em um dos momentos mais marcantes do caso. Ao lado de outro acusado, o lutador aparece posando para uma foto com Moïse já imobilizado no chão, amarrado e aparentemente desacordado. Em seguida, faz um gesto com as mãos conhecido como “hang loose”.










