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Brasil

Caso Marielle: PF faz busca e apreensão em casa de conselheiro do TCE

Domingos Brazão disse que tem foro privilegiado e que mandado para revistar sua residência não poderia ter sido cumprido

21/02/2019 20:50
Divulgação
Marielle franco durante discurso em plenário

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Domingos Brazão (MDB), foi um dos alvos da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (21/2), que tinha como objetivo reunir provas de que a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes teria sofrido uma manobra para atrapalhar a apuração do caso. As informações são de O Globo.

Ao cumprirem um dos oito mandados de busca e apreensão em sua casa, num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, o próprio Brazão se queixou da atuação dos agentes do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal.

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“Entraram na minha casa, às 6h15m, com uniformes camuflados, armados de metralhadoras, além de usar escudos e capacetes. Antes disso, arrombaram minha porta e quase atiraram no meu cachorro. Eu tenho foro por prerrogativa de função, por ser conselheiro. A ordem judicial foi expedida por um juiz de primeiro grau do estado, quando o mandado deveria ter sido assinado por um ministro do Superior Tribunal de Justiça “, reclamou o conselheiro afastado.

O advogado Ubiratan Guedes, que defende Brazão, disse que está preocupado com a condução do inquérito da Polícia Federal. “Estou preocupado com o caso. Em razão de a sociedade estar cobrando uma solução, as autoridades estão partindo para uma injustiça. Igual ou pior do que aconteceu com a Marielle, é as autoridades inventarem um culpado. O que, sem sombra de dúvidas, é o que está parecendo que vai acontecer”, disse.

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“Tenho certeza absoluta de que a família da Marielle e a sociedade querem a punição do autor do fato e não daquele que vai substituí-lo”, ressaltou o advogado, que acompanhou o conselheiro na Superintendência da Polícia Federal, mas o seu depoimento foi adiado.

Além de Brazão, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências do policial militar Rodrigo Ferreira – apontado como testemunha-chave do caso pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH) -, a advogada dele, Camila Moreira Lima Nogueira, o delegado da Polícia Federal Hélio Khristian; e o ex-policial civil Jorge Luiz Fernandes.