Caso Marielle: delegado Rivaldo pede a Moraes revogação de prisão

Rivaldo é acusado de ser um dos mandantes da morte de Marielle Franco. Defesa alega que delegado está preso sem data de julgamento

atualizado

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Fernando Frazão/Agência Brasil
Rivaldo Barbosa
1 de 1 Rivaldo Barbosa - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, pediu na noite deste domingo (24/8) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a revogação de sua prisão preventiva. Ele é apontado como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.


Entenda

  • Rivaldo Barbosa está preso desde março do ano passado, sob suspeita de ser um dos mentores do assassinato de Marielle.
  • Além de Rivaldo, responde ao processo o ex-deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão.
  • O relator do processo é o ministro Alexandre de Moraes.

Rivaldo está preso desde 24 de março, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) junto com os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.

A defesa argumenta que o delegado permanece detido há mais de um ano sem definição de data para julgamento, embora as alegações finais já tenham sido concluídas. Os advogados compararam o caso ao do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujo processo já tem julgamento marcado para setembro.

“Observa-se, portanto, que a Ação Penal 2.668, cujas alegações finais foram apresentadas em data recente, receberá prioridade no julgamento em detrimento da presente ação penal, cujas alegações finais restaram apresentadas anteriormente, inclusive com acusados presos, como é o caso de Rivaldo Barbosa”, afirmaram os defensores.

A defesa ainda pediu que, caso Moraes não concorde com a revogação da prisão — Rivaldo está na Penitenciária Federal de Mossoró (RN) —, o ministro avalie alternativas, como a transferência do delegado para um quartel da Polícia Militar no Rio de Janeiro.

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Moraes negou prisão domiciliar por suspeita de câncer a condenado pela mrte de Marielle
Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.
Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018
brazão Marielle Franco: vereadora foi assassinada em 2018
O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco
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O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco

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Moraes negou prisão domiciliar por suspeita de câncer a condenado pela mrte de Marielle
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Moraes negou prisão domiciliar por suspeita de câncer a condenado pela mrte de Marielle

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Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
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Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava

Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro
Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.
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Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.

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Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018
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Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018

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brazão Marielle Franco: vereadora foi assassinada em 2018
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brazão Marielle Franco: vereadora foi assassinada em 2018

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Morte de Marielle

A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. O crime, no entanto, permaneceu sem desfecho por quase 6 anos, mas foi reaberto após operação da Polícia Federal (PF) que prendeu os supostos mandantes do crime, em 24 de março do ano passado.

Chiquinho Brazão, o irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, e o ex-delegado-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa foram presos sob a suspeita de serem os mandantes do crime.

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