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Brasil

Caso Henry: polícia indicia Jairinho e Monique por tortura e homicídio

Os investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) também pediram a prisão preventiva do casal

03/05/2021 16:49, atualizado 03/05/2021 20:18
Reprodução
Dr. Jairinho e Monique Medeiros, caso Henry Borel

Rio de Janeiro – A Polícia Civil do Rio concluiu o inquérito sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, nesta segunda-feira (3/5). O padrasto do menino, o médico e vereador  Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho (sem partido), e a mãe da criança, Monique Medeiros, foram indiciados por homicídio qualificado, com emprego de tortura.

Os investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) pediram a prisão preventiva do casal. Eles estão cumprindo prisão temporária de 30 dias, desde o dia 8 de abril, determinada pelo 2º Tribunal do Júri, por suspeitas de atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas.

O inquérito foi enviado para o Ministério Público, que vai decidir se denuncia o casal pelos mesmos crimes ou não.

Nesta segunda, Henry completaria 5 anos. Em carta enviada a familiares, divulgada pelo Fantástico, Monique disse que Jairinho é um “homem ruim, doente, psicopata e esquizofrênico”. Em entrevista ao Metrópoles, o pai de Henry, Lionel Borel, afirmou que Jairinho é um assassino.

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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso por suspeita de participação na morte do garoto
Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel Medeiros, ao serem presos no dia 8 de abril
Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril
Henry Borel Medeiros com o pai, Leniel Borel de Almeida Júnior
Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril
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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso por suspeita de participação na morte do garoto
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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso por suspeita de participação na morte do garoto

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel Medeiros, ao serem presos no dia 8 de abril
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Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel Medeiros, ao serem presos no dia 8 de abril

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Henry Borel Medeiros com o pai, Leniel Borel de Almeida Júnior
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Henry Borel Medeiros com o pai, Leniel Borel de Almeida Júnior

Reprodução redes sociais

O casal negou envolvimento no crime e alegou acidente doméstico. Mas laudos revelaram que o menino morreu por agressões que causaram 23 lesões.

De acordo com as investigações, Jairinho dava bandas, chutes e pancadas na cabeça do menino. O vereador, Monique e a babá de Henry teriam mentido quando disseram que a relação da família era harmoniosa.

Já na prisão, Monique e Jairinho, que eram defendidos por André Barreto, contrataram novos advogados. A defesa de Monique pediu novo interrogatório, mas os investigadores não acharam importante para mudar o rumo do caso.

Na sexta (30/4), a polícia indiciou Jairinho pelo crime de tortura em outra investigação, que apurava agressões contra a filha de Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada do político carioca. Hoje, a menina tem 13 anos.