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Brasil

Caso Gritzbach: advogado nega que suspeito confessou ajuda a olheiro

Secretário-executivo de Segurança de SP, Osvaldo Nico disse que Matheus Brito confessou ter ajudado o "olheiro" Kauê do Amaral a fugir

Manoela Alcântara09/12/2024 08:21, atualizado 09/12/2024 08:24
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Leonardo Amaro/ Metrópoles
Imagem colorida de corpo em aeroporto. Metrópoles

O advogado de defesa de um dos homens presos no sábado (7/12) por suspeita de envolvimento na execução do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) Vinícius Gritzbach, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, Eduardo Kuntz, rebate o secretário-executivo de Segurança de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, e afirma nunca ter havido qualquer tipo de confissão sobre a atuação do preso no caso, Matheus Brito.

Ainda no sábado, em coletiva de imprensa na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Nico afirmou que Matheus Brito confessou ter ajudado o “olheiro” Kauê do Amaral Coelho a fugir para o Rio de Janeiro.

“Não houve confissão e nunca haverá, pois os fatos colocados pela polícia são totalmente falsos e serão absolutamente esclarecidos no curso do inquérito com o depoimento na sexta”, afirmou Kuntz ao Metrópoles.

Aos jornalistas, Nico afirmou que Matheus Brito disse ter recebido a “missão” de tirar Kauê da cidade. “Matheus não negou. Ele levou o Kauê para o Rio de Janeiro. Disse que ele teve a incumbência de tirar o Kauê da cidade e dar fuga. Por isso ele foi detido”, ressaltou o delegado.

“Eu realmente não sei de onde o Dr. Nico, pessoa que sempre respeito, tirou essa bobagem de confissão”, reagiu Eduardo Kuntz. O advogado ainda afirma que Matheus e Kauê não são integrantes do PCC.

Kauê é apontado pela polícia como o responsável por ter informado o passo a passo de Gritzbach dentro do aeroporto para seus executores. Ele foi identificado pelas câmeras de segurança do local e está foragido. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) oferece R$ 50 mil de recompensa para quem fornecer informações sobre o suspeito.

Sete celulares que estavam com Matheus também foram apreendidos pela Polícia, segundo o secretário.

Tio e irmão presos

Outros dois suspeitos de envolvimento no caso, o irmão de Matheus, Marcos Henrique, e seu tio, Allan Pereira, também foram detidos na sexta-feira (6/12).

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram até a casa de Marcos após receberem uma denúncia anônima de que ele estava envolvido com a morte de Gritzbach e que guardaria munições e armas no imóvel.

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