Casa de Bolsonaro é monitorada por tecnologia anti-drone da PMDF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, estabeleceu restrição total de sobrevoos não autorizados no condomínio de Bolsonaro
atualizado
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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) intensificou o monitoramento nos arredores da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), localizada no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, nesta segunda-feira (30/3). A ação inclui o uso de drones do Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) para monitoramento aéreo da região.
A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a identificação de voos não autorizados sobre a residência de Bolsonaro na última sexta-feira (27/3), mesma data em que ele recebeu alta do Hospital DF Star.
Ao Metrópoles, militares da Bavop informaram que um equipamento anti-drone passou a operar de forma ininterrupta, “com alcance de até 1 quilômetro para interceptação de aeronaves irregulares”.
Além disso, os aparelhos também permitem o rastreamento do ponto de origem e localizar o operador em um raio de até 5 quilômetros.
Prisão em flagrante de operadores
A decisão de Moraes estabelece restrição total de sobrevoos não autorizados na área. Conforme a determinação, qualquer equipamento que viole a ordem judicial poderá ser neutralizado imediatamente, além de apreendido pela PMDF.
O ministro também autorizou a prisão em flagrante dos responsáveis pelos voos irregulares, que poderão responder por crimes como desobediência, risco à segurança pública e violação de ordem judicial.
A PMDF também deverá comunicar imediatamente o STF sobre qualquer ocorrência.
Ainda de acordo com a decisão, o policiamento e o monitoramento eletrônico devem ser ocorrer diariamente enquanto durar o cumprimento da prisão domiciliar. Relatórios periódicos sobre a segurança no local também poderão ser solicitados pela Corte.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão após condenação no processo que apurou a suposta trama golpista. Na última terça-feira (24/3), Moraes autorizou a transferência para o regime domiciliar por 90 dias, em razão do estado de saúde do ex-presidente.
Ele havia sido internado no último dia 13, em unidade de terapia intensiva do Hospital DF Star, com diagnóstico de broncopneumonia.
Antes da decisão, Bolsonaro estava custodiado no Centro de Detenção Provisória conhecido como Papudinha, no DF.
















