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Carnaval 2026

Vai curtir o Carnaval? Veja os golpes mais comuns e como evitá-los

Furtos de celular, fraudes com cartão e Pix são recorrentes no Carnaval. Especialistas orientam como reduzir riscos antes e durante a folia

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra pessoas no Carnaval - Metrópoles - Foto: Fernando Maia/Riotur

Quem vai curtir a folia do Carnaval deve estar atento não apenas à programação dos blocos e festas, mas também aos riscos de golpes e fraudes que aumentam nesse período. A combinação de aglomeração, distração e uso intenso do celular cria oportunidades para criminosos aplicarem golpes financeiros, especialmente após furtos de aparelhos, transações com cartão e pagamentos via Pix.

De acordo com o advogado Alexander Coelho, especialista em Direito Digital e Cibersegurança, a combinação de distração, consumo de álcool e uso intenso do celular favorece a ação criminosa.

“O aparelho roubado é apenas o primeiro estágio do golpe. Em poucos minutos, ele pode se transformar em porta de entrada para aplicativos bancários, redes sociais e dados pessoais sensíveis. O prejuízo financeiro é consequência direta da exposição digital que começa no momento do furto”, afirma.
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Arquivo pessoal

O Metrópoles separou uma lista com os golpes mais comuns durante o Carnaval e ouviu especialistas para explicar como se proteger. Confira:

Golpe da maquininha

O vendedor oferece bebidas ou produtos a preços atrativos, mas apresenta uma maquininha com visor quebrado, apagado ou pouco visível. O valor digitado é superior ao combinado, e a vítima só percebe depois. Há ainda casos em que o equipamento é trocado enquanto o comprador se distrai, possibilitando a clonagem dos dados do cartão.

Golpe da troca de cartão

O golpista observa a senha digitada e devolve à vítima um cartão semelhante, mas que pertence a outra pessoa. Com o cartão verdadeiro e a senha correta, realiza compras rápidas antes que o erro seja percebido.

Segundo o advogado Fernando Moreira, especialista em Direito do Consumidor, esse tipo de fraude é facilitado pelo ambiente festivo. “O Carnaval combina aglomeração, consumo de álcool e uma distração natural do folião, o que reduz a guarda contra a chamada engenharia social”, explica.

Ele destaca ainda o chamado “golpe do valor errado”, em que o visor da maquininha é ocultado para que a vítima pague R$ 1.000 em vez de R$ 10, e o golpe do “brinde”, quando alguém oferece um produto gratuito e cobra apenas uma suposta taxa, momento em que ocorre a fraude ou clonagem.

Golpe do Pix

Para este golpe, existem variações, que incluem QR Codes adulterados, direcionando o pagamento para outra conta, valores alterados na tela do vendedor e transferências realizadas após furto do celular desbloqueado. Em muitos casos, os criminosos acessam aplicativos bancários e realizam transações em poucos minutos.

Golpe do beijo

Uma pessoa se aproxima de forma sedutora e beija a vítima, enquanto um comparsa furta celular, carteira ou documentos. A ação é rápida e aproveita a distração.

“Boa noite, Cinderela” financeiro

Criminosos colocam substâncias em bebidas ou alimentos para deixar a vítima sonolenta ou inconsciente. O objetivo é furtar pertences, acessar o celular desbloqueado e realizar transferências bancárias. Diferentemente da versão tradicional do golpe, aqui o foco é exclusivamente financeiro.

Alexander Coelho ressalta que falhas básicas de segurança ampliam os danos. “Senhas fracas, ausência de autenticação em dois fatores e falta de bloqueio remoto facilitam o acesso às contas. Muitas vezes, não é a tecnologia que falha, é a negligência na proteção mínima do dispositivo”, afirma.

Como se proteger antes e durante a folia

Especialistas recomendam que a prevenção comece antes mesmo de sair de casa. Entre as medidas indicadas estão:

  • Reduzir temporariamente os limites de Pix e de transferências;
  • Desativar ou limitar pagamentos por aproximação;
  • Ativar biometria e autenticação em dois fatores;
  • Utilizar senhas diferentes para o celular e para aplicativos bancários;
  • Cobrir o código CVV do cartão com adesivo para evitar fotografias indevidas;
  • Se possível, levar um aparelho secundário, com apenas aplicativos essenciais.
“A prevenção começa antes mesmo de sair para a folia. Reduzir limites de Pix, ativar biometria e autenticação em dois fatores são medidas simples que elevam significativamente o nível de proteção”, orienta Coelho.

Fernando Moreira recomenda ainda um “compliance pessoal rigoroso”, com atenção redobrada no momento do pagamento. O consumidor deve conferir o valor na maquininha antes de digitar a senha e evitar entregar o cartão a terceiros.

O que fazer ao perceber o golpe

Caso a pessoa perceba que foi vítima, a orientação é agir imediatamente. O primeiro passo é bloquear o celular e os cartões. Se o aparelho tiver sido furtado, deve-se usar o telefone de um conhecido para acessar aplicativos bancários e suspender transações.

Ferramentas como o bloqueio remoto do sistema operacional e o registro imediato de boletim de ocorrência também são recomendados.

Em casos de fraude via Pix, Fernando Moreira explica que a rapidez é determinante. “Em vez de esperar pelo suporte telefônico, o cliente deve acessar o extrato, selecionar a transação suspeita e utilizar a opção de contestar ou bloquear o lançamento diretamente no aplicativo. Essa atitude aciona os mecanismos de segurança do sistema e aumenta as chances de recuperação do valor”, afirma.

Segundo os especialistas, a combinação de atenção no momento da compra, proteção digital prévia e reação rápida em caso de fraude é a forma mais eficaz de reduzir prejuízos durante o Carnaval.

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