Cargos, pauta conservadora e lealdade: as cartas na sucessão de Lira

Negociações ainda patinam com foco dos partidos no segundo turno, mas siglas já articulam o que querem em troca de apoiar candidatos

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Foto colorida do Congresso Nacional. reembolso - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do Congresso Nacional. reembolso - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Faltando pouco menos de quatro meses para a eleição do sucessor do deputado Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara dos Deputados, as negociações seguem nos partidos para decidir qual candidato será apoiado. Atualmente há três nomes principais na disputa: Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem apoio de Lira, Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Antonio Brito (PSD-BA).

Todos os três trabalham para alcançar o maior número de apoiadores, mas o caminho é complexo e envolve promessa de lealdade, compromisso com pautas conservadoras e cargos na Mesa Diretora da Câmara.

O PT, por exemplo, quer acima de tudo que o próximo presidente da Câmara não cause problemas ao Palácio do Planalto, como pautas que afetem a agenda econômica ou ações sem diálogo, que tragam surpresas ao Executivo.

Apesar do líder do partido, Odair Cunha (PT-MG), demonstrar entusiasmo com a candidatura de Motta, a sigla ainda vê com ressalvas o apoio a um candidato que foi muito alinhado a Eduardo Cunha, ex-presidente da Casa que pautou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

No PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a preocupação é com a pauta conservadora, que vai desde temas mais ideológicos, como drogas e aborto, até propostas que são consideradas um revanchismo ao Supremo Tribunal Federal (STF), como a que permite ao Congresso derrubar decisões da Corte.

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Além dele, o deputado Elmar Nascimento também disputa a indicação do União Brasil.
Hugo Motta é o atual líder do Republicanos e deve ser eleito presidente da Câmara em 1º de fevereiro
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Prédio do STF com o Congresso Nacional ao fundo
Deputado federal Arthur Lira perde seu plano B após caso no Rio de Janeiro
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Deputado federal Arthur Lira perde seu plano B após caso no Rio de Janeiro

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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Além dele, o deputado Elmar Nascimento também disputa a indicação do União Brasil.
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Além dele, o deputado Elmar Nascimento também disputa a indicação do União Brasil.

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Hugo Motta é o atual líder do Republicanos e deve ser eleito presidente da Câmara em 1º de fevereiro
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Hugo Motta é o atual líder do Republicanos e deve ser eleito presidente da Câmara em 1º de fevereiro

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Prédio do STF com o Congresso Nacional ao fundo
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Prédio do STF com o Congresso Nacional ao fundo

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A ala mais bolsonarista da sigla defende que o apoio seja condicionado à garantia de que as propostas conservadoras, como proibição de todas as drogas, e o pacote anti-STF, pro exemplo, tenham andamento dentro da Câmara.

Apesar de em público haver essa defesa, a cúpula do PL na Casa já repetiu algumas vezes que está fechado com o candidato de Lira, Hugo Motta, e que é difícil que isso mude.

Além das preocupações em torno da agenda, todos os maiores partidos estão de olho nos cargos da Mesa, como vice-presidência e as quatro secretarias que compõe o comando da Casa. Apesar disso estar em negociação, o que ficará com  cada partido só será conhecido horas antes da votação. Isso porque a vaga nos cargos de secretaria é preenchida pelo cálculo do coeficiente do bloco que apoia o candidato.

Por exemplo, se um candidato tiver sete  partidos com ele, será somado o total de deputados e a partir disso será dividido as secretarias, com os partidos que são maiores tendo a preferência.

Elmar e Brito caminham juntos

Depois de Elmar ter sido preterido por Lira, que escolheu Motta para ter seu apoio, o deputado baiano se aliou a Brito em busca da sucessão. Ambos acordaram que seguem com suas candidaturas, mas quando estiver próximo da eleição, o que estiver mais forte permanece e o que tiver menos apoio sai em favor do outro.

Na ocasião em que não foi escolhido por Lira, Elmar entendeu a ação do presidente da Câmara como uma “traição”, já que ambos participaram juntos de diferentes eventos e eram aliados desde o primeiro mandato de Lira no comando da Casa.

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