Cão Orelha: alvo de ataques, chefe da polícia de SC desabafa nas redes

Delegado diz estar sendo alvo de notícias distorcidas e denunciou ameaças dirigidas a ele, a familiares e a integrantes da investigação

atualizado

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cão orelha
1 de 1 cão orelha - Foto: Reprodução/Redes sociais

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, usou as redes sociais para rebater informações falsas e ataques pessoais relacionados à investigação da morte do cão comunitário Orelha. Em publicação, o delegado afirmou estar sendo alvo de notícias distorcidas e denunciou ameaças dirigidas a ele, a familiares e a integrantes da equipe responsável pelo inquérito.

“Não iria me manifestar, pois não sou e nunca fui presidente da investigação, mas, diante de algumas notícias que estão sendo veiculadas nas redes sociais, com reiterados ataques a pessoas que não têm qualquer relação com os fatos, inclusive ameaças a meus familiares e a familiares dos que estão investigando os fatos, afirmo e reafirmo, por justiça e transparência”, escreveu.

Em seguida, o chefe da PCSC fez uma série de esclarecimentos. O primeiro é que ele não conduz diretamente a investigação. “Não presido a investigação. Sou chefe da PCSC”, afirmou. Segundo ele, o inquérito é conduzido pelos delegados Renan e Mardjoli Valcareggi, que têm seu “total respeito e apoio”.

O delegado também negou ter relação pessoal com o advogado Alexandre Kale, que atua na defesa de um dos adolescentes investigados no caso. Kale é delegado aposentado da Polícia Civil. “Não sou amigo do advogado Dr. Alexandre Kale. Ele é delegado aposentado e não falo com ele desde 28/02/23, quando ele se aposentou”, escreveu.

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Orelha morreu após ser espancado
Orelha morava em Praia Brava
Cão Orelha morreu em decorrência de agressões que sofreu
Orelha foi torturado por adolescentes
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Cão Orelha morreu em decorrência de agressões que sofreu
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Cão Orelha morreu em decorrência de agressões que sofreu

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Outro ponto abordado diz respeito a especulações envolvendo uma mulher citada nas redes sociais por ter o mesmo sobrenome de pessoas investigadas. O chefe da polícia afirmou que segue milhares de pessoas nas redes e negou qualquer vínculo.

“Ela não é irmã nem parente de investigados no caso Orelha, muito menos testemunha. Apenas tem o mesmo sobrenome, como muitas pessoas neste estado e neste país”, declarou.

Debate público sobre o caso

A manifestação ocorre em meio ao acirramento do debate público sobre o caso, intensificado após a divulgação de um vídeo pela defesa de um dos adolescentes investigados. As imagens mostram o cão Orelha andando pelas ruas da Praia Brava, em Florianópolis, na manhã de 4 de janeiro, depois do horário estimado pela polícia para a agressão que teria provocado sua morte.

A defesa sustenta que o vídeo fragiliza a cronologia apontada pela investigação. A Polícia Civil, no entanto, confirmou que o animal nas imagens é Orelha e afirma que a lesão na cabeça não foi imediata, tendo evoluído ao longo de cerca de dois dias. O cão morreu durante atendimento veterinário, no dia 5 de janeiro.

A investigação foi concluída na terça-feira (3/2) e enviada ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O caso segue sob análise da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pela área da infância e juventude.

Segundo o inquérito, houve envolvimento de adolescentes no crime. A polícia pediu a internação de um dos jovens e indiciou três adultos por coação a testemunha.

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