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Brasil

Campos Neto parabeniza Galípolo, indicado por Lula para substituí-lo

Atual presidente do Banco Central (BC), Campos Neto parabenizou seu futuro sucessor pela indicação e desejou sucesso a ele

28/08/2024 17:07, atualizado 28/08/2024 17:24
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Igo Estrela/Metropoles
Imagem colorida mostra Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central - Metrópoles

Prestes a deixar o comando do Banco Central (BC), o presidente do órgão, Roberto Campos Neto, parabenizou o diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, pela indicação do presidente Lula ao Senado Federal, anunciada nesta quarta-feira (28/8) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.

Em nota divulgada no site do BC, Campos Neto afirmou que, após a sabatina e a aprovação pelos senadores, a transição dos mandatos “será feita da maneira mais suave possível, preservando a missão da instituição”. O mandato de Campos Neto se encerra em 31 de dezembro deste ano e o próximo presidente deverá assumir a cadeira a partir de 1º de janeiro de 2025.

“Campos Neto tem trabalhado de forma harmônica e construtiva com o diretor Galípolo desde a sua chegada ao Banco Central. Campos Neto deseja a Galípolo muito sucesso nessa nova fase da sua vida profissional”, finalizou o texto, todo redigido em terceira pessoa.

Galípolo tomou posse no BC em julho de 2023, já indicado por Lula, enquanto Campos Neto está no cargo já há cinco anos, desde fevereiro de 2019, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A lei de autonomia do BC, de 2021, estabeleceu mandatos fixos de quatro anos para o presidente e diretores do BC, não coincidentes com o mandato do presidente da República. Com isso, Lula é o primeiro titular do Palácio do Planalto a lidar com um presidente da autoridade monetária não indicado por ele.

A indicação de Galípolo será formalizada no Diário Oficial da União (DOU). A sabatina caberá à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que terá liberdade para marcar uma data. Em seguida, é necessária aprovação pelos membros do colegiado e também pelos senadores no plenário da Casa.

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