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Brasil

Caminhoneiros: para Temer, até esta quarta situação será normalizada

Apesar do acordo feito com governo, caminhoneiros continuam a bloquear trechos de estradas federais brasileiras

29/05/2018 22:29
Ricardo Botelho/Especial para o Metrópoles
Caminhoneiros: para Temer, até esta quarta situação será normalizada

O presidente da República, Michel Temer (MDB), afirmou em entrevista à TV Brasil, nesta terça-feira (29/5), que o governo “fez o possível” diante da paralisação dos caminhoneiros. “Nós esprememos todos os recursos governamentais para atender os caminhoneiros em reivindicações legítimas e para não prejudicar a Petrobras”, disse.

O emedebista afirmou ainda não ter mais como negociar a esta altura com as entidades da categoria. “Os líderes dos movimentos estão dizendo aos participantes da greve para voltar ao trabalho e isso está começando a dar resultado. Entre hoje (terça) e amanhã (quarta), isso já deve estar normalizado”, destacou.

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Apesar do acordo feito pelo governo, caminhoneiros continuam bloqueando trechos de estradas federais brasileiras. Além disso, foram identificadas mobilizações alheias à categoria, com os chamados “infiltrados”, que já provocaram confrontos entre manifestantes e policiais em pelo menos quatro localidades no país. O conflito mais grave ocorreu em Bacabeira, no Maranhão, e levou à prisão sete pessoas.
Em novo balanço apresentado no início da noite desta terça-feira (29/5), o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, informou que, naquele momento, existiam três bloqueios totais de estradas na BR-070, saída do Distrito Federal para Goiás, em Minas Gerais e no Ceará. Segundo ele, “nenhum deles é feito por caminhoneiros”.
Uso de autoridade

De acordo com Michel Temer, o retorno do abastecimento no país é o mais importante neste momento e, se preciso, o governo vai “exercitar a autoridade prevista no texto constitucional”. “Acredito não haver necessidade de usar autoridade, porque movimentos estão se desmobilizando”, avaliou.

O presidente da República lembrou que há mais de 47 inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) para investigar supostos crimes relacionados à greve. A aplicação de multas, em conjunto, já é uma forma de o governo exercer sua autoridade. “Por aí já vai dar certo o uso da autoridade”, afirmou.

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