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Brasil

Calorão no Rio: máxima pode ter recorde de 42ºC nesta segunda; entenda

Mesmo com a onda de calor, prefeito Eduardo Paes descarta qualquer possibilidade de suspensão da folia do Carnaval

17/02/2025 12:33
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William Cardoso/Metrópoles
Imagem mostra termômetro marcando 41°C - Metrópoles

Os próximos dias devem ser de muito calor na cidade do Rio de Janeiro. A previsão de temperatura, com a possibilidade de chegar ao recorde de 42ºC, pode colocar a cidade no nível 4 de calor (NC4), índice inédito na capital. A possibilidade acende alerta de estresse climático e reforça e necessidade de cuidados com a saúde.

Nos últimos dias, a cidade tem enfrentado o calorão e as altas temperaturas. Em coletiva de imprensa realizada nesse domingo (16/2), o prefeito Eduardo Paes destacou que o calor mais intenso se concentra nestas segunda-feira (17/2) e terça-feira (18/2).

O recorde, até o momento, aconteceu em fevereiro de 2023, quando foram registrados 41,8 graus na Estação de Irajá.


Calorão

  • O calor também estará presente em outros estados, como São Paulo, onde a máxima prevista é de 38ºC. A Defesa Civil paulista chegou a emitir um alerta para a população evitar a exposição solar.
  • Segundo o chefe-executivo do Centro de Operações da Prefeitura do Rio, Marcus Belchior, a medição só deve acontecer se o índice de umidade estiver baixo.
  • De acordo com Eduardo Paes, apesar das temperaturas elevadas, os eventos de fevereiro, quando começa oficialmente o Carnaval, estão mantidos.
  • Paes confirmou que haverá pontos de resfriamento abertos à população, como as naves do conhecimento e postos de saúde, caso a cidade alcance o NC4.
  • Além disso, haverá intervalos para hidratação de funcionários que trabalham expostos ao sol e preparação da rede de saúde municipal para o aumento de atendimentos por desidratação, principalmente em idosos e crianças.

Cuidados com a saúde

Ao falar do Carnaval, Paes descartou a possibilidade de interferir na agenda dos blocos de rua.

“Nós não vamos de maneira nenhuma chegar aqui e dizer ‘olha, vamos suspender os blocos de Carnaval do Rio de Janeiro’, que sempre tiveram uma temperatura de 70 graus à sombra. Qualquer pessoa que já pulou, brincou num bloco de Carnaval da cidade sabe do que eu estou falando. Mas a gente pode chamar a atenção dos foliões para que eles bebam mais água, se hidratem melhor, tomem certos cuidados, busquem estar em lugares em que o risco à saúde seja menor”, reforçou.

Também presente na coletiva, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, revelou que o número de atendimentos por desidratação aumentou na rede pública municipal. Somente em janeiro, foram mais de 3 mil casos, principalmente com idosos e crianças. Dois bebês receberam o diagnóstico, que pode ter sido causado por excesso de roupa.

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“Pessoas com cerca de 60kg devem ingerir no mínimo dois litros de água por dia. Aquelas com mais de 100 kg devem priorizar entre três a três litros e meio de água. É fundamental usar filtro solar, os certificados pela Anvisa, claro. Também recebemos muitos casos na emergência de pessoas que usam protetor solar e bronzeadores de base caseira, que geram queimaduras de primeiro, segundo ou terceiro grau”, destacou o secretário.

Recorde de calor

Durante uma apresentação de dados, o chefe-executivo do COR, Marcus Belchior, revelou que um estudo do Serviço de Mudança Climática Copernicus concluiu que janeiro passado foi o mais quente já registrado na história, com temperatura média mundial de 13,23ºC, superando em 0,79ºC a média entre 1991-2020.

Além disso, ele destacou que, nos 45 primeiros dias deste ano, 27 estiveram com nível de calor fora do NC1, quando o índice de calor é maior do que 36 graus. Na fala, ele explicou que a mudança para um nível mais crítico só acontece se o aumento de temperatura estiver aliado à baixa umidade.

De acordo com o Alerta Rio, este mês de fevereiro deve ser um dos mais secos já registrados. A média de chuva até o momento é de 0,5 mm.