Caged: Brasil cria 213 mil empregos com carteira assinada em setembro

Dados foram divulgados nesta quinta-feira (30/10) pelo ministério do Trabalho e Emprego no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

atualizado

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Pessoa segurando carteira de trabalho igualdade salarial - Metrópoles
1 de 1 Pessoa segurando carteira de trabalho igualdade salarial - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Brasil criou 213.002 novas vagas de emprego formal, ou seja, com carteira assinada, em setembro, segundo mostram os dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (30/10) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O resultado é o maior desde abril de 2025, quando o país atingiu 237.572 novos postos de trabalho.

O saldo de setembro é decorrente de 2.292.492 admissões e 2.079.490 desligamentos. Do total, 78,9% dos postos foram considerados típicos, e 21,1%%, não típicos, com destaque para aprendizes (+15.357) e trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais (+27.527).

No acumulado do ano (de janeiro a setembro), foram abertas 1.716.600 vagas de emprego formal, o valor é 14% menor do que o registrado no mesmo período de 2024 (1.995.164).

Todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo no mês passado. Os destaques vieram dos setores de serviços e comércio.

Confira a variação de cada atividade econômica:

  • Serviços, com criação de mais 106.606 postos; puxado pelos grupos de informação, comunicação e atividades financeiras;
  • Indústria, com criação de mais 43.095 postos; puxado pela fabricação de produtos alimentícios;
  • Comércio, com criação de 36.280 postos, puxado pelo comércio varejista;
  • Construção, com criação de mais 23.855 postos; puxado pela construção de edifícios;
  • Agropecuária, com saldo negativo de 3.167 postos, puxado pelo cultivo de cana-de-açúcar.

Sobre os grupos populacionais, em setembro, o saldo foi mais favorável para os homens, com a criação de 117.145 mil vagas, do que para as mulheres, com mais 95.857 mil.

Jovens de 18 a 24 anos e adolescentes até 17 anos totalizaram 67% nos novos postos de trabalho, sendo criadas 110.935 e 31.105 vagas, respectivamente.

Em setembro, houve crescimento todas as 27 unidades da federação (UF), com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

As UFs com maiores saldos são:

São Paulo, com mais 49.052 postos, alta de 0,33%.
Minas Gerais, com mais 16.009, alta de 0,40%.
Pernambuco, com mais 15.602, alta de 1%.

Já as com menores saldos são:

Roraima, com 295 postos, com alta de 0,35%.
Amapá, com 735 novos postos, alta de 0,72%.
Acre, com 845 postos, alta de 0,73%.

Salário médio

O salário médio real em setembro foi de R$ 2.286,24, com redução de R$ 20,61 (0,9%) em relação ao valor de agosto de 2025, de R$ 2.306,94. Enquanto na comparação com setembro do ano passado, houve aumento real de R$17,35 (0,8%).

Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.332,47 (2% maior que o valor médio), enquanto aqueles considerados não típicos tinham salário médio de R$ 1.949,35 (14,7% menor que o valor médio).

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