Butantan rebate Ministério da Saúde e nega atraso na entrega da vacina

Pasta culpou instituto por déficit na entrega dos imunizantes e apresentou um cronograma de 400 milhões de doses para este ano

atualizado 19/02/2021 14:26

Início da vacinação de idosos acima de 85 anos contra o coronavírus no Estádio do Pacaembu na Praça Charles Miller, zona oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (11)Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – Em resposta ao governo federal, o Governo de São Paulo negou nesta sexta-feira (19/2) que há atraso na entrega de vacinas ao Ministério da Saúde. O Instituto Butantan aproveitou a ocasião para apresentar documentos que mostram que desde julho do ano passado vinha oferecendo doses da Coronavac à pasta e não obteve resposta.

Ofícios apresentados à imprensa indicam que as ofertas começaram a ser feitas em julho. O primeiro documento disponibilizava 60 milhões de doses com entrega ainda em 2020 e mais 100 milhões para serem enviadas neste ano.

“Novos ofícios com o mesmo teor foram enviados em agosto, outubro, dezembro e não tivemos resposta”, disse o presidente do Butantan, Dimas Covas. Ele ressaltou que o primeiro contrato com a pasta só foi fechado em 7 de janeiro deste ano.

“Isso demonstra quem tem planejamento, quem olha para a saúde e quem não olha”, emendou.

“É inacreditável que o ministério queira atribuir ao Butantan sua incompetência e incapacidade que está acarretando falta de vacina”, completou o governador João Doria.

O contrato do governo federal com o Butantan é de 100 milhões de doses até setembro deste ano. Do total, 46 milhões têm prazo de entrega em abril. Até o momento, já foram entregues 9,8 milhões de doses.

Na quinta-feira (18/2), o ministério culpou o Butantan por déficit na entrega de vacinas e apresentou um cronograma de 400 milhões de doses para este ano. Para Dimas Covas, o cronograma é “irreal”.

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