Butantan começará testes de soro contra a Covid-19 em humanos em abril

A expectativa é que o soro seja usado para tratar pacientes infectados que tenham sintomas, com objetivo de bloquear o avanço da doença

atualizado 03/04/2021 12:53

soro-butantanMateus Serrer/Comunicação

Brasília e São Paulo – O Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, iniciará ainda em abril os testes em humanos de um soro contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O soro é feito a partir do plasma do sangue de cavalos expostos ao vírus. As informações foram confirmadas ao Metrópoles por fontes do Butantan. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu aval para o início dos testes pelo instituto na semana passada.

A expectativa é que o soro seja usado para tratar pacientes infectados que apresentam sintomas, com objetivo de bloquear o avanço da doença.

A Anvisa já tinha autorizado os testes com o soro em 24 de março, mas pediu informações e documentos complementares ao Butantan, que foram entregues na quinta-feira (1º/4).

Os diretores do Butantan planejam uma reunião que deve ser realizada na próxima semana para definir os detalhes do início dos testes.

Segundo a Anvisa, o Butantan ainda precisa entregar o Termo de Compromisso, que determina a realização de estudos prévios antes da testagem em voluntários.

O soro, produzido a partir da inoculação do Sars-CoV-2 inativado em cavalos, é destinado ao tratamento de pacientes que estão enfrentando a infecção.

Enquanto os imunizantes estimulam o organismo a fabricar anticorpos que reagem ao agente infeccioso para bloqueá-lo, o soro entrega os anticorpos prontos para que o vírus seja combatido durante a doença.

Segundo o Butantan, o teste em ratos infectados pelo vírus vivo mostrou a diminuição da carga viral, além de perfil inflamatório reduzido, e os animais também apresentaram preservação da estrutura pulmonar.

O Brasil tem mais de 12,9 milhões de casos confirmados do novo coronavírus e 328 mil óbitos em decorrência da doença. O Ministério da Saúde aplicou 20,6 milhões de doses da vacina (entre primeira e segunda doses). Atualmente, o país é o epicentro da doença no mundo.

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