Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero

Análise do órum Econômico Mundial avalia 172 países, Melhor resultado foi registrado pela Islândia

16/09/2026 06:07
Alvaro Medina Jurado/Getty Images
Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero

O Brasil se manteve na 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial. O relatório foi publicado nesta quarta-feira (16/9) e marca os 20 anos de monitoramento das disparidades entre homens e mulheres em 145 países.

Na América Latina e no Caribe, o Brasil figura na 19ª posição. O melhor resultado do Brasil é em educação, em que alcançou nota máxima pelo segundo ano consecutivo. A paridade na taxa de escolarização do ensino primário, por exemplo, subiu de 94% em 2006 para 100% em 2026.

Em saúde, o Brasil ficou na 28ª posição. Em empoderamento político, o país registrou o maior progresso histórico. A representação feminina no Congresso mais que dobrou desde 2006 (de 9,4% para 20,7%), enquanto a presença de mulheres em ministérios triplicou no mesmo período (de 12,9% para 40,9%). O tempo de governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também conta positivamente no indicador.

Na parte que analisa fatores econômicos, é onde o país tem a pior posição: 102ª. O lugar é resultado de uma grande desigualdade na percepção de salário para trabalhos semelhantes e sub-representação em cargos de alta gestão.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A análise utiliza quatro pilares fundamentais: participação econômica, realização educacional, saúde e sobrevivência e empoderamento político. A Islândia permanece no topo do ranking, seguida pela Finlândia e pela Noruega.

Os melhores resultados mundiais foram observados nas áreas de saúde e educação que estão próximas da igualdade. Apesar disso, no ritmo atual, o mundo levará 120 anos para eliminar completamente a lacuna de gênero. Política e economia registram as maiores barreiras.