Brasil “deplora” ação militar de Israel contra flotilha humanitária

Ministério das Relações Exteriores cobrou garantias de segurança a detidos por Israel e pediu fim das restrições humanitárias em Gaza

atualizado

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Reprodução/Redes Sociais
Foto de tripulantes de barco da Flotilha Global Sumud sendo interceptados pelas forças de defesa de Israel
1 de 1 Foto de tripulantes de barco da Flotilha Global Sumud sendo interceptados pelas forças de defesa de Israel - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério das Relações Exteriores divulgou, nesta quarta-feira (1º/10), uma nota em que manifesta preocupação com a interceptação de embarcações da “Flotilha Global Sumud” pela Marinha de Israel. O grupo, formado por ativistas, parlamentares e civis de 44 países, buscava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Entre os integrantes, há cidadãos brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).

O governo brasileiro afirmou que acompanha com atenção as primeiras notícias sobre a detenção de nacionais a bordo das embarcações e recordou o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais. Ressaltou ainda o caráter pacífico da iniciativa.

Na nota, o Itamaraty disse que “deplora a ação militar do governo de Israel” e que ela viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica”.

“No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”, declarou.

O Brasil também reiterou o apelo pelo levantamento “imediato e incondicional” das restrições impostas por Israel à entrada e distribuição de ajuda humanitária em Gaza. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv mantém contato com as autoridades israelenses para prestar assistência consular aos cidadãos brasileiros, conforme estabelece a Convenção de Viena sobre Relações Consulares.

Interceptação

A interceptação ocorreu nesta quarta-feira, quando forças israelenses começaram a abordar os barcos da flotilha. Em comunicado, o grupo organizador relatou que a comunicação com os tripulantes foi cortada e que o estado de saúde deles segue desconhecido.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento em que ativistas foram abordados por militares. Em uma das gravações, feita pelo jornalista britânico-palestino Kieran Andrieu, é possível ouvir ordens para que todos levantassem as mãos.

Assista:

Entre as embarcações já interceptadas está o barco ALMA, que levava o ativista brasileiro Thiago Ávila e a ativista sueca Greta Thunberg.

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