Brasil já tem 31 casos suspeitos de contaminação por metanol
Ministério da Saúde prevê que o número de casos suspeitos ainda deve aumentar
atualizado
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Segundo o ministério da Saúde, o Brasil chegou a 31 casos suspeitos de intoxicação por metanol nesta quarta-feira (1º/10). O número, acumulado nos últimos dois meses, é equivalente ao registrado por ano e tende a aumentar, de acordo com o ministro Alexandre Padilha. Apenas na noite dessa terça-feira (30/9), duas mortes suspeitas foram notificadas em Pernambuco.
Desse total, 37 casos foram registrados em São Paulo — sendo que 10 foram confirmados e 27 estão em investigação. Os outros 4 casos suspeitos foram registrados em Pernambuco.
Até o momento, o país tem sete mortes suspeitas por intoxicação por metanol, sendo seis deles em em SP e dois em PE.
Casos de intoxicação por metanol têm aumentado no país. Além das mortes sob suspeita em Pernambuco, uma terceira pessoa chegou a ser internada no estado. Ela sobreviveu, mas perdeu a visão nos dois olhos.
Em São Paulo, nas últimas semanas, foram registrados casos relacionados a bebidas adulteradas. O número de mortes nos últimos dias já chegou a seis. Apenas na manhã desta quarta, havia 18 casos em investigação e sete confirmados.
“Vamos continuar acompanhando diariamente. A expectativa que o Ministério da Saúde tem é que se aumente o número de casos. As orientações do ministério é para que todo o Brasil esteja atento”, reforçou Padilha.
O governo federal anunciou um plano de ações para frear a crise causada pela adulteração de bebidas alcoólicas. A Secretaria Nacional do Consumidor informou que, entre as medidas, constam a notificação de Procons estaduais e a fiscalização dos estabelecimentos suspeitos.
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito próprio para apurar a alta nos casos. A possibilidade de ligação com o crime organizado não é descartada.
O metanol, também conhecido como álcool metílico, é usado na indústria como solvente e na produção de combustíveis, tintas e plásticos. É extremamente tóxico para humanos: sua ingestão gera compostos tóxicos no organismo, que atacam o sistema nervoso central e podem causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo se consumido em pequena dose.
