Boulos: “Flávio vende ideia de moderado mais falsa que nota de R$ 3”
Segundo o ministro, imagem de moderação do senador e pré-candidato à Presidência não resistirá à campanha eleitoral
atualizado
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, declarou nesta terça-feira (17/3) que o pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) está “tentando vender uma ideia de moderado que é mais falsa que nota de R$ 3”. De acordo com Boulos, tal atitude não se sustentará quando começar o período de campanha eleitoral.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Boulos também citou as últimas pesquisas eleitorais, que apontam que o senador cresceu nas intenções de voto e já empata com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual segundo turno das eleições presidenciais.
De acordo com o levantamento da Genial/Quaest, divulgado na semana passada, Lula caiu dois pontos percentuais em relação ao último levantamento, divulgado em fevereiro, e marcou 41% das intenções de voto. Já Flávio cresceu três pontos percentuais e alcançou o oponente, também com 41%.
“Eu vejo muita gente desesperada, ou às vezes muito preocupada, melhor dizendo, com as pesquisas. ‘Ah, porque o Flávio Bolsonaro encostou no Lula’. Gente, deixa começar a campanha. Flávio Bolsonaro está tentando vender uma ideia de moderado que é mais falsa que nota de 3 reais. Isso não se sustenta. Na hora que começar o debate, isso não se sustenta”, declarou Boulos.
O ministro relembrou casos envolvendo o senador, como o esquema das “rachadinhas” do ex-assessor Fabrício Queiroz, denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por chefiar um esquema que recolhia parte do salário de ex-funcionários públicos em benefício próprio, no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando o senador era deputado estadual.
Flávio e outros assessores também foram denunciados, mas sua defesa conseguiu anular a ação criminal com base em erros processuais, e o mérito do caso acabou nunca sendo julgado, sendo arquivado em 2022.
“Moderado? O cara que andava com miliciano no Rio de Janeiro? O cara que tinha Queiroz como chefe de gabinete? O cara que tinha o chefe do escritório do crime, o Adriano da Nóbrega, a família dele toda, empregada no gabinete do Flávio Bolsonaro? O cara que foi para rede social defender que o [presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump tinha que bombardear o Brasil? Esse é o moderado?”, questionou.
“Quando o Brasil conhecer a trajetória e a biografia do Flávio Bolsonaro, aí o jogo vai começar. O jogo ainda não começou. Treino é treino, jogo é jogo. Estamos no treino”, completou Boulos.
