Borba Gato: esposa de Paulo Galo tem prisão revogada pela Justiça

Justiça concluiu que Géssica de Paula Silva Barbosa não estava presente em manifestação no dia 24 deste mês; Paulo Galo segue preso

atualizado 30/07/2021 17:38

Géssica de Paula Silva Barbosa, esposa de Paulo GaloReprodução/UOL

A Justiça de São Paulo revogou, nesta sexta-feira (30/7), a prisão temporária de Géssica de Paula Silva Barbosa, acusada de participar do incêndio na estátua do bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista.

A Justiça concluiu que, de fato, ela não esteve na manifestação do dia 24 de julho que terminou com o monumento em chamas. Também foi constatado que, nos vídeos do ato, não é possível ver mulheres.

“Após análise das ERBs [Estações Rádio Base] de seu aparelho telefônico constatou-se que este encontrava-se próximo a sua residência. Por fim, informa que até o presente momento, não foram identificadas nos vídeos manifestantes do gênero feminino”, diz trecho da decisão.

Géssica estava detida desde quarta-feira (28/7), quando foi ao 11º Distrito Policial de Santo Amaro junto com o marido, Paulo Roberto da Silva Lima, líder do grupo Entregadores Antifascistas. Ele confessou que participou do ato para “abrir o debate”, e segue preso no 2º DP (Bom Retiro).

A mulher afirmou que, no momento do incêndio na estátua, estava em casa com a filha de 3 anos.

A defesa de Paulo e Géssica, representada pelo advogado Jacob Filho, já havia pedido a soltura deles. Ao Metrópoles na quinta-feira (29/7), ele criticou as prisões por associação criminosa e classificou o caso como “manobra jurídica”.

“Que associação criminosa é essa? Havia pessoas ali que ele sequer conhecia. A pessoa para se associar tem que ter no mínimo uma relação próxima. A Justiça claramente usou uma manobra jurídica para conseguir o seu intento: a prisão de Galo”, disse.

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